segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

TOP 2016 MOVIES

Epa, já vou atrasado nesta coisa dos tops de melhores do ano. Mas queria ver mais uns quantos (que acabei por não ver). Sim, muitos vão ficar de fora e que se calhar deveriam estar aqui. Por isso este top, é daqueles que mostra os filmes que mais me entreteram de alguma forma. Os mais "divertidos", aqueles que eu acho que foram mesmo bons, mesmo que para a maioria possa ser merda. Não há nenhum filme do cinema de leste, por exemplo. Por isso, a maioria dos filmes podem ser daqueles que toda a gente viu e não, necessariamente, os mais "artísticos" (à falta de melhor palavra). 
E do melhor ao menos bom, estes são os 10 "melhores" filmes de 2016, dos cerca de 50 filmes que vi o ano passado.

DEADPOOL, de Tim Miller


«Depois tem uma banda-sonora que é a antítese dos filmes de super-heróis, a culminar no Careless Whisper. Mas que funciona tão bom. Tem sexo, sangue, piadas porcas.» (ver comentário aqui)

TRAIN TO BUSAN, de Yeon Sang-Ho


«É claramente o melhor filme de terror do ano, e um dos melhores filmes.» (ver comentário aqui)

HELL OR HIGH WATER, de David Mackenzie


«Conhecem aquelas mulheres que dizem: não é o que tu dizes, mas a forma como o dizes"? Aqui é mais ou menos isso: não é a história do filme mas a forma como esse filme é contado.» (ver comentário aqui)

10 CLOVERFIELD LANE, de Dan Trachtenberg


«A minha forma de vos tentar convencer a ver o filme é isto: se gostam da série Twilight Zone, pensem neste filme como um episódio alargado da mesma.» (ver comentário aqui)

THE JUNGLE BOOK, de Jon Favreau


«No geral, é o melhor filme com animais falantes que me lembro. O melhor uso do CGI. Basicamente, o filme que não esperava nada e no final deu tudo.» (ver comentário aqui)

ROGUE ONE: A STAR WARS STORY, de Gareth Edwards


«Acaba por ser o filme mais triste da saga. Nós já sabíamos (mais ou menos) o desfecho, mas as cenas em que os personagens principais vão morrendo TODAS, acaba por nos deixar melancólicos. » (ver comentário aqui)

THE NICE GUYS, de Shane Black


«O que tiramos deste filme: quase duas horas de riso constante; uma dupla com uma química que já não via há algum tempo no cinema; como o filme aborda assuntos do mundo da pornografia, temos ali algumas mamas; um filme diferente desses blockbusters que poluem todas as semanas as salas de cinema.» (ver comentário aqui)

THE CONJURING 2, de James Wan


«Mas aqui, digo desde já que não é esse o caso. Este é um filme bem melhor que o antecessor. Começo a achar que James Wan é o novo mestre do terror.» (ver comentário aqui)

DEEPWATER HORIZON, de Peter Berg


«E os gajos da BP? Aquilo é gente para barrar o corpo com petróleo e largá-los numa fogueira. (Atenção que não quero incitar à violência. Não leiam as coisas de forma literal).» (ver comentário aqui)

10º DON'T BREATHE, de Fede Alvarez


Filme claustrofóbico e cheio de suspense.

MENÇÕES HONROSAS

The Shallows, The Magnificent Seven, War Dogs, Neighbors 2...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ANT-MAN (2015)


(Texto escrito aquando da estreia do filme, a 20/07/2015, reaproveitado para esta maratona.)

Hoje em dia a Marvel é uma fábrica de fazer dinheiro. Não percebo porquê... ou se calhar percebo. Mesmo que 90% dos filmes sejam uma autêntica merda, a verdade é que todos os putos e mesmo pessoal mais velho adere em massa. De há uns tempos para cá, decidiram criar o chamado "Marvel Cinematic Universe". Ou seja, um esquema para sacar dinheiro aos espectadores. Fazem uma série de filmes sobre cada super-herói deste universo, mas  que de certa forma estão interligados entre eles... Juntam depois tudo nos Vingadores, e depois com a desculpa que temos de ver tudo para entender os Vingadores. Tem sido de tal forma lucrativo que a DC Comics já imitou e começou o seu universo. 
Sempre fui crítico dos filmes novos da Marvel. Aborrecidos, muito barulho e pouco conteúdo. Claro que dos novos há excepções e gostei bastante do Captain America: The Winter Soldier ou do Guardians of the Galaxy.
Confesso que fui com algumas expectativas para este Ant-Man. Sou fã do tema do "encolhimento" (à falta de palavra melhor) e gosto do Paul Rudd.
Para estes filmes o que eu quero é passar um bom bocado, sem apanhar grandes secas. E quanto a isso missão cumprida. Não se perde grande tempo com a origem do herói. É só um tipo que é ladrão, sai da prisão e que ter contacto com a filha. Depois o Michael Douglas contrata o tipo que é ladrão para roubar a tecnologia que o vilão conseguiu criar. Por isso, basicamente é um "heist-movie". 
O bom que este filme tem é o não querer ser maior e mais barulhento que os anteriores da Marvel, o que normalmente acontece em sequelas. É só um filme de assalto, que mete as normais cenas de treino, uma mulher para fazer ali o objecto de interesse amoroso, um vilão com ideias megalómanas e humor, que é o que falta normalmente aos outros filmes.
Dos efeitos, tenho de dizer que gostei. Não me pareceu o falso que é  maioria dos blockbusters actuais. Mesmo as formigas criadas digitalmente estão bem esgalhadas. As proporções também, o que é um problema de grande parte dos filmes deste tema. 
O elenco esteve competente. Michael Douglas é sempre Michael Douglas. E se no ano passado o Chris Pratt era o herói de acção inesperado, este ano esse papel fica com o Paul Rudd. Um habitué de comédias românticas ou só comédias, o tipo vai bem como estrela de acção, mas porque "impôs" (tal como o Pratt) a sua característica de humor. E sabe-se que no humor o timing é a chave. E isso o Rudd sabe-la toda. Também o Michael Peña esteve impecável. Teve dos melhores momentos do filme.

É um filme pipoca, que entretém, mesmo que não vá ficar na memória ou história do cinema. 
No que respeita o encolhimento, nenhum se aproxima da obra-prima que foi The Incredible Shrinking Man.

TOP MCU até ao momento:

6º Thor
8º Iron Man
12º Iron Man 2

(Próximo filme: Captain America: Civil War. Para ver se a trilogia se torna na melhor trilogia de super-heróis de sempre, a seguir à do Dark Knight.)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

AVENGERS: AGE OF ULTRON (2015)


Há uns tempos já tinha escrito aqui sobre este filme. Fui o maior crítico e nesse comentário apenas disse: "Comecei a ver e dez minutos depois estava a dormir". Como ando nesta fase de rever por ordem todos os da MCU, tive de passar por este. E começo já por dizer: a minha opinião em relação ao filme mudou.... para melhor. Desta vez consegui ver o filme todo sem adormecer, e mesmo achando que tem coisas más (basicamente as mesmas dos filmes anteriores), também tem coisas positivas.

É POSSÍVEL QUE A PARTIR DAQUI HAJA UM OU OUTRO SPOILER

Uma das coisas positivas é que começa logo pelo pior. Aquela cena antes dos créditos iniciais, numa batalha na floresta onde andam todos atrás do ceptro do Loki, é tão má, que não compreendo como conseguiram fazê-la. Mau CGI, uma salganhada de todo o tamanho, que é como quem diz: todos ao molho e fé em deus.
Passa-se isso, recuperam o ceptro, e depois o Stark decide criar (inadvertidamente) uma espécie de programa, a partir do Jarvis, que se torna no vilão principal do filme: o Ultron. Ganha forma  e recruta dois irmãos gémeos, que pouco depois viram para o lado bom: o Quicksilver e a Scarlet Witch (acho que estes nomes não são referidos no filme).

Uma coisa boa neste filme é que é dada mais importância e relevo ao personagem do Hawkeye. Para uns poderá até parecer que esta "side-story" da família dele é uma desculpa para explicar a razão dele fazer parte do grupo. Sinceramente, gostei dessa história paralela. 
Já o caso meio-amoroso entre o Banner e a Natasha pareceu-me completamente fora de tom e sem lógica. Um pouco como na série Friends tentaram encaixar a Rachel com o Joey (só alguns vão perceber esta referência). E o Banner é tão conas que tinha uma Scarlett Johansson a querer saltar-lhe para cima e ele nada. Devia estar com medo de ficar verde e aleijar a moça.

Entretanto, e com a equipa pouco unida, decidem que sozinhos não conseguem derrotar o Ultron. E o que é que fazem? Criam mais um "monstro", que ao fim ao cabo não me pareceu assim tão poderoso, o Vision
Ah, e parece que neste filme também há mais uma "infinity-stone", neste caso, a "mind-stone". Estas pedras fazem-me lembrar as bolas de cristal do Dragon Ball, que quando são todas reunidas, isso vai dar algum tipo de poder. E por falar em Dragon Ball, este filme tem mais destruição que uma batalha na série japonesa. Ainda criticavam o Man of Steel por toda a destruição causada.

Uma pergunta que me surgiu enquanto via o filme era sobre a relevância do mesmo para o universo geral da Marvel? Será que a MCU não passava bem sem este filme?


Positivo:
- A introdução do Quicksilver. É sempre um personagem cool para aparecer. Pena que não tenha passado deste filme, que se sacrificou para salvar o Hawkeye.
- O decote da Scarlet Witch. É bom ver que há mais girl-power, sem ser apenas com a Black Widow.
- Hawkeye mais badass, mais relevante, e ainda dá uma lição de moral à Witch.
- Se a batalha do início era péssima, já a batalha final vale pelo filme todo. Muito porreira, com momentos de humor.

Negativo:
- Continua a salganhada do anterior Avengers.
- Muitas explicações "científicas" que ninguém quer saber.
- O porta-aviões está de volta.
- O Samuel L. Jackson foi só lá receber o cheque.

Para concluir, tenho de dar o braço a torcer. Não é tão mau como o pintei na primeira vez que o vi. Tem elementos novos muito bons, apesar de caírem nos erros dos filmes anteriores, nomeadamente aqueles que juntam mais heróis.

TOP MCU até ao momento:

Thor
8º Avengers: Age of Ultron

(Próximo filme: Ant-Man. Gostei na primeira vez que o vi. Bastante divertido.)


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PETE'S DRAGON (2016)


Corria o ano de 1989/90 (não sei precisar ao certo, porque já não vou para novo) quando descobri uma VHS lá em casa. Eu tinha uns 7/8 anos mas já sabia utilizar um leitor de vídeo. Para os mais novos que estejam a ler isto, um leitor de VHS funcionava da seguinte maneira: tínhamos um leitor ao qual inseríamos um objecto que chamávamos de cassete. E pronto, carregava-se no play e o filme começava. Aliás, por vezes nem era preciso carregar no play porque o filme começava automaticamente. Hoje em dia, para vermos um filme num leitor de DVD ou bluray, ainda temos de ir às configurações seleccionar as legendas e/ou o audio. E depois há filmes cujo menu não é assim tão óbvio. É coisa que os mais velhos nem sempre conseguem fazer. 
Mas estava a dizer que descobri uma cassete em casa, onde na lombada dizia "O Meu Amigo Dragão". Como era uma cassete gravada, não tinha direito a capa do filme que estava lá dentro. Um dia lá meti a cassete no leitor e fico a ver. O quê?? Um filme brasileiro? Já me bastavam as telenovelas da hora de almoço e jantar que tinha de ver porque não dava mais nada. Esses primeiros segundos afugentaram-me. Um filme brasileiro (não sabia que existiam dobragens, por isso se falavam em brasileiro, então o filme também o era), e ainda por cima não eram bonecos. Nem sei como fui aguentando até perceber o que era. Entretanto aparece um dragão em desenho animado. Ahhh... agora sim. O filme lá me colou. Mesmo com as musiquinhas todas lá pelo meio (afinal era um filme Disney) tinha adorado aquilo. A história de um menino órfão que faz amizade com um dragão. Foram dezenas as vezes que vi o filme.
Passaram uns anos, e o filme ficou adormecido na minha memória até que encontrei o DVD à venda. Não o consegui ver na versão original mas sim a dobrada. No entanto, o filme voltou a adormecer na minha memória. Até ao ano passado.

Parece que a Disney anda numa fase em que quer refazer tudo o que já fez anteriormente. Desde os clássicos de animação, em que Cinderela e O Livro da Selva já foram corridos a remakes, até filmes em acção real. Este já está despachado. Parece que vêm aí mais, entre eles a Mary Poppins. Em vez de voltar a mostrar os clássicos mais antigos, toca a refazer tudo para as gerações mais novas. Porque os putos de agora não vão à bola com cinema antigo.
Este Pete's Dragon é uma revisita a um filme que não era um grande clássico. Muita gente desconhecia o original. Mesmo pessoal da minha idade. 
O filme começa logo com a parte do acidente de carro que deixa o puto órfão e onde o mesmo conhece o dragão a quem dá o nome de Elliot. Desta vez não há cá desenho animado e toca a fazer uso do CGI ultra-moderno para dar vida ao bicho. E o que é certo é que resultou em cheio. Apesar do filme se chamar, numa tradução literal, o Dragão do Pete, o dragão propriamente dito não aparece muito no filme. Aparece no início para nos mostrar todo o convívio com o miúdo, mas a partir do momento em que o órfão é resgatado, pouco aparece, à excepção do final. Isso pode desapontar um pouco, porque todos nós vemos o filme para "estar" com o Elliot e depois sabe a pouco. 


Mas o filme tem coisas muito positivas. Desde logo, é um filme de pura fantasia como poucos. Aliás, actualmente já não se fazem filmes destes. Por isso é bom que algum estúdio arrisca. E este filme respira Disney por todos os lados. Aquela Disney que nos habituámos a conhecer. Mais ou menos ao mesmo tempo que saía este, o Spielberg estreava o seu The BFG
Depois é mais um filme que serve para nos mostrar que os seres-humanos podem ser lixo. Ah, o puto chega a não ser irritante, como qualquer criança do cinema pode ser. 

Do lado negativo poderia apontar o elenco, ou a forma como é aproveitado. Vamos buscar actores do calibre do Robert Redford ou Karl Urban e depois são do mais superficial que existe. Qualquer actor em início de carreira poderia fazer aquilo. Claro que a culpa não é deles, mas os personagens são muito flat, sem profundidade alguma, à excepção do rapazito.

No geral, é um filme que não ofende, não transcende mas que poderia fazer sonhar qualquer gaiato, mas os putos de hoje em dia não sei se ligam muito a isso. Fosse feito nos anos 80, e talvez tivéssemos aqui um clássico.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GUARDIANS OF THE GALAXY (2014)


E ao décimo filme da MCU, o melhor de todos. Pode ser coincidência não meter lá nenhum dos heróis que já apresentaram antes. 
A pergunta que se impõe: que drogas estavam a tomar os criadores deste grupo de personagens? E mais, como é que um filme com um gajo branco, uma gaja verde, uma árvore, um gauxinim e um wrestler funciona tão bem? Mas a sério, eu quero uma droga dessas!

O filme começa logo nos anos 80. E se ao início parece que vamos estar perante um drama familiar, até porque ficamos a conhecer o Peter Quill em criança que perde a sua mãe, isso perde-se logo a seguir nos créditos iniciais. E desculpem que vos diga, mas a Marvel nunca mais vai conseguir uns créditos iniciais assim tão cool (é provável que vá utilizar a palavra "cool" cerca de várias vezes ao longo deste texto). Ver Chris Pratt a dançar ao som de "Come and get your love" (ver cena completa aqui) dá logo o tom do filme e corta com o drama da cena anterior. E que tom é esse? É o tom que todos os filmes do género deveriam ter. É o tom relaxado, despretensioso, sem se levar muito a sério. Claro que ajuda ter o carisma do Pratt, o que faz gostar logo do personagem. Entretanto ficamos a conhecer o resto do gang: Gamora, Drax, Groot e Rocket.

A história gira toda ela em torno de um objecto que toda a gente quer, o Orbe, a "infinity stone" que serve um pouco como o MacGuffin do filme. Ou seja, é algo muito pouco original neste género de filmes. E sinceramente é o que menos me importa, porque o que realmente queremos ver é a interacção entre o grupo. Aliás, o vilão é completamente "esquecível". Primeiro, porque o Ronan não é o Loki; e depois porque Ronan é só o número 2, o pau-mandado do Thanos. (Eu sei que o Darth Vader também era o número 2, subserviente ao Imperador, mas nem entremos em comparações).
Portanto ficam já despachados os pontos negativos do filme: história banalíssima e o vilão.


De positivo, todas as cenas com o grupo principal e mesmo isolados, porque é isso que queremos ver e que estamos ansiosos para ver no Vol. 2.
- Starlord é uma espécie de Han Solo e que segundo a Gamora é dono de uma "pelvic sorcery". E Chris Pratt é perfeito no papel. Um gajo da comédia, cheio de timing e carisma, que é impossível apontar algum defeito.

- Gamora é a gaja azul do Avatar que agora é verde. Esta mulher (Zoe Saldana) já passou mais tempo na cadeira de caracterização a ser pintada que um veterano travesti. 

- Drax, ou o gajo que leva tudo à letra. Este filme é tão bom que conseguiu fazer de Dave Bautista, um gajo do wrestling, um bom actor (pelo menos neste registo).

- Groot, ou a árvore que destronou a árvore do Senhor dos Anéis como "melhor árvore do cinema". E mesmo tendo apenas 3 palavras repetidas até à exaustão, consegue ser uma espécie de Chewbacca do grupo.

- Rocket, o guaxinim. Um personagem que poderia ter corrido tão mal (poderia ter sido o Jar Jar Binks da Marvel), e no entanto correu tão bem. Um bad-ass, inteligente, cheio de coolness e com uma resposta para tudo. No final, quando o amigo se sacrifica, consegue ainda ser comovente. Por mim podiam fazer um filme só com ele, se bem que eu gosto mesmo é de o ver inserido nesta equipa.

Fora deste grupo, há ainda lá um gajo azul que usa uma espécie de seta como arma. E a cena onde mata uma série de soldados sem se mexer é muito boa. 

O filme é, no geral, uma boa comédia com cenas de acção e sci-fi. Confesso que tenho pena que se insira no universo cinemático da Marvel, pois isso vai obrigar a que, mais tarde ou mais cedo, se junto à equipa dos Vingadores. Por mim era algo para manterem nas suas próprias aventuras e não se misturarem. Prevejo que vá ser uma grande salganhada.

Duas notas finais para a aparição do Baby Groot. É certo que serve para vender muitos bonecos, mas caramba, é capaz de ser a coisa mais fofa do cinema dos últimos anos. E diz o gajo que é muito macho.

E finalmente uma palavrinha para a banda-sonora, que conseguiu reunir e revitalizar músicas que estavam adormecidas. Afinal, quem é que se lembrava do "Hooked on a feeling"? Ninguém, e no entanto anda em muito leitor hoje em dia, graças ao filme.

TOP MCU até ao momento:
Guardians of the Galaxy 
Thor

(Próximo filme: Avengers: Age of Ultorn. Da única vez que o vi, adormeci ao final de 10 minutos de filme.)


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

I SPIT ON YOUR GRAVE (2010)


Bem, há um sub-género de filmes dentro do terror que são os filmes de "violação seguido de vingança". A wikipedia chama o género de "rape and revenge". Nesta categoria temos uma pessoa (normalmente uma mulher) que é violada, deixada às portas da morte, ao que se segue a vingança. O que varia nestes filmes é o grau. Grau de violência das cenas da violação e o grau de malvadez da pessoa que se vinga. Claro que há quem goste e quem não goste, mas quer queiramos ou não, esses filmes são uma realidade.


MUITOS SPOILERS A PARTIR DAQUI

Este I Spit On Your Grave (não tem título em português de Portugal) segue essa fórmula à risca. Temos uma jovem mulher que vai para uma espécie de cabana. Pretende ter paz para escrever um livro. Os labregos da cidade vão ter com ela, violam-na de todas as formas e feitios (não interessa descrever). Ela consegue escapar e semanas depois volta para se vingar de cada um desses labregos.

Claro que o que se pretende com estes filmes não é contar uma boa história. O que se pretende é antes chocar. E como é que se choca um espectador sensível (ou não)? Com cenas macabras explícitas. Pelo menos é o que pensam os criadores e realizador do filme.


Parece que este filme é um remake de um com o mesmo nome dos anos 70. Ainda não vi esse original, mas a avaliar pelas imagens do trailer é um produto daquele tempo. Mais sujo, com actores menos bonecos de passerelle. 
Ainda assim este filme cumpre àquilo a que se propõe. Imagens mais ou menos chocantes e provocadoras e torture-porn ao bom estilo de Saw. As cenas da violação acabam por resultar. O Sheriff chega mesmo a dizer: "Don't worry sweetheart! I'm an ass man". 

Mas se as cenas da violação já eram violentas, a vingança não fica atrás. Temos então quatro homens que vão ser mortos. Cada um com mais ou menos sangue, mais ou menos malvadez. 
Um dos membros é atado a uma árvore. Era o gajo que filmava tudo. Aqui é ele o filmado. Como está imobilizado e de olhos bem abertos, vê os corvos arrancarem-lhe os olhos. Violento e explícito.

Outro dos membros está pendurado e atado, completamente nu. Com uma tesoura daquelas grandes da poda, a gaja corta-lhe a pila. A pièce de résistance vem quando ela lhe enfia a própria pila na boca. Confesso que me ia vomitando quando vi a cena. 


Finalmente a morte final do Sheriff, o ass-man. O gajo acorda debruçado numa mesa, de calças arreadas com uma espingarda enfiada no cu. A gaja depois de abusar do cu dele com a arma, ata um cordel ao gatilho. O quarto membro quando acorda puxa, sem querer o cordel, a arma dispara e mata os dois ao mesmo tempo.
Vingança conseguida e fim de filme.

Claro que ao ver este produto, é impossível não pensar no The Last House on The Left (comentário aqui), que saiu um ano antes. Esse era mesmo um Bom filme do género. Tentaram aproveitar o embalo mas que não resultou nas bilheteiras. Acaba por ser um filme que resulta no formato vídeo (aluguer, compra ou download legal e ilegal).

A saga ainda tem mais dois filmes e uma terceira sequela a caminho. 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

TOP 5 HORROR 2016

Ficaram muitos de fora pela simples razão que não vi. Ou seja, daqueles que vi, estes foram os meus preferidos. São apenas 5, mas há lugar para as menções honrosas: 
- Ouija: Origin of Evil
- Lights Out
- Blair Witch
- Sharknado 4: The 4th Awakens (não sei se este se inclui neste género).

Mas como só queria escolher 5, aqui ficam os meus de eleição.

5º- DON'T BREATHE - Nem Respires, de Fede Alvarez


Claustrofóbico e cheio de suspense. 

4º- THE SHALLOWS - Águas Perigosas, de Jaume Collet-Serra


«A primeira parte do filme (até ao primeiro ataque) serve para vermos a Blake Lively a desfilar o seu corpo em biquíni. Boas imagens da paisagem, mar e corpo da Blake. E que corpo.»

3º- THE CONJURING 2 - A Evocação, de James Wan


«Antes de mais, tenho de dizer que este filme é tudo menos original. O que não falta por aí são filmes onde temos casas que rangem (check), famílias com filhos (check), espíritos que atormentam a casa (check), espíritos que atormentam um dos filhos (check), "exorcistas" (check). O que se destaca neste filme é mesmo a forma como as coisas são feitas, e aqui honra seja feita ao realizador.»

2º- 10 CLOVERFIELD LANE, de Dan Trachtenberg


«A minha forma de vos tentar convencer a ver o filme é isto: se gostam da série Twilight Zone, pensem neste filme como um episódio alargado da mesma.»

TRAIN TO BUSAN, de Sang-ho Yeon


«Epa, e as cenas dos ataques, seja no comboio, seja na estação em que param pela primeira vez são do melhor que já vi. Os americanos poderiam aprender umas coisitas.» (Melhor filme de zombies deste século.)









sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

TRAIN TO BUSAN (BU-SAN-HAENG) 2016


Antes de mais, um agradecimento à comunidade da internet. Uma pessoa acompanha outras que nem conhece e aceita sugestões. Ou seja, graças ao youtube e podcasts emitidos aí emitidos, um gajo toma conhecimento de coisas, que de outra forma nunca ouviria falar. Há uns meses tinha ouvido falar de um filme coreano de zombies. Fiquei de pé atrás, pois se há género do qual estou saturado é o de zombies. Na altura, deixei passar. Acontece que esse hype foi aumentando. Toda a gente andava a falar deste Train to Busan, e então lá me deixei convencer a pegar nisto. E ainda bem que sou uma pessoa influenciável. E este ano peguei em dois filmes de mortos-vivos. Um deles foi das piores coisas que vi este ano (Cell, de Tod Williams). Já este Train to Busan, que nem título português (de Portugal) tem, está no pólo oposto. É claramente o melhor filme de terror do ano, e um dos melhores filmes. 

A primeira cena dá logo um sinal de que as coisas não vão mesmo correr bem. Um tipo atropela "mortalmente" um animal. Quando o animal acorda, este está alterado e com olhos de quem fumou umas coisas que não devia.
Não vale a pena entrar em grandes pormenores da história porque esta é simples. Um pai viaja com a filha de comboio. Nesse comboio entra uma pessoa infectada com um vírus esquisito e começa a atacar as pessoas, que se tornam automaticamente em zombies. E pronto, é isto. Não podem fazer muitas paragens pois as cidades também estão todas infectadas. Por isso, Busan é o destino, pois pensa-se que está livre da "doença". 
E se o filme começa como um drama familiar, pois o personagem principal é um pai que está afastado da filha, rapidamente se torna num filme de acção. Os zombies são do melhor que já vi no cinema: rápidos, contorcem-se todos, o que dá imagens muito boas. Também são burros porque não sabem abrir portas e no escuro são cegos. 
Epa, e as cenas dos ataques, seja no comboio, seja na estação em que param pela primeira vez são do melhor que já vi. Os americanos poderiam aprender umas coisitas. Um filme que custou menos de 10 milhões de dólares (valor que deve dar para uma cena num blockbuster americano) e tem cenas eficazes, realistas (o realismo possível num filme de zombies). 
E depois os personagens são cativantes. E aqui destaco o gajo mais bad-ass mas com aspecto gordinho. O gajo, à pancada, deu cabo de uns quantos zombies. Teve infelizmente um final inglório mas que resultou numa cena de sacrifício muito boa. 


Parece que Hollywood se prepara para fazer um remake. Em vez de exibirem este em milhares de salas, vão fazer um pedaço de bosta à americana. E sim, estou a julgar o filme que ainda não fizeram. Pois eu dou um dos meus três testículos se o remake for minimamente bom. 
Sinceramente não percebo essa tendência (além do negócio). 
Tirando um ou outro exemplo, quantos remakes de filmes asiáticos correram bem? E não me refiro a bilheteira mas qualidade. Uns poderão falar, por exemplo, no The Departed. Duvido que vão buscar o Scorsese para realizar este.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

BLAIR WITCH (2016)


Eu ainda sou do tempo em que havia gente que acreditava que The Blair Witch Project era um documentário e que aquelas pessoas estavam mesmo mortas, ou seja, que aquilo era tudo real. Totós... e não, eu não fazia parte desse grupo. Lembro-me perfeitamente da noite em que fui ver esse filme ao cinema no Casino da Figueira. Lembro-me muito bem de ter saído do filme com os pêlos todos do corpo arrepiados. Lembro-me de ir a pé para casa mais os amigos (ainda eram uns 30 minutos a pé) e de quase borrarmos as cuecas com algum barulho. Lembro-me de quase não ter conseguido dormir nessa noite. Sim, o filme teve esse efeito em mim. Para muitos (se calhar a maioria) o filme não teve. 
Entretanto, uns anos mais tarde veio uma sequela, que basicamente era cocó. 
Este ano, já muitos pensavam que essa "saga" (não sei se dois filmes já constituem uma "saga") estava morta e enterrada, quando do nada, um filme que se chamava apenas "The Woods" passou a intitular-se Blair Witch. E pumba, ficou tudo doido. E mais, faltavam apenas umas semanitas para a estreia. Não é que tenha sido um sucesso imenso de bilheteira: "apenas" lucrou nove vezes o budget do filme. Aqui em terras lusas, o filme não esteve em muitas salas. Esperei por ele nas salas próximas de mim, e nada. Nem uma semana esteve numa sala próxima. Cabrões... Há filmes que ficam semanas a fio com salas quase vazias e depois não exibem outros. Não percebo as escolhas editoriais nas companhias.
Mas será que valeria ver isto numa sala de cinema? VALE SEMPRE A PENA ver um filme numa sala de cinema, a menos que o filme seja uma merda pegada. 


SPOILERS

Se querem saber a história desta sequela, é fácil contar: basta ver o primeiro, que a história é IGUAL.
No entanto o filme tem algumas coisas positivas. Já lá vamos.
Aqui temos um gajo, que curiosamente é irmão da Heather (personagem que desapareceu na floresta no primeiro filme). Esse gajo vê um vídeo na internet sobre essa floresta e jura que viu um relance da irmã. Faz as malas, pega nuns amigos e lá vão eles investigar essas imagens e a floresta. O resto é igual ao primeiro. Perdem-se na floresta, barulhos esquisitos, amigos que desaparecem, objectos estranhos à beira das tendas, clímax na casa antiga, pessoas viradas para a parede e terminar com uma pancada final e câmara no chão. 
Ou seja, uma fotocópia do filme original, com a adição de alguns novos twists.

Como tinha dito, o filme tem algumas coisas positivas. Apesar de manterem o estilo found-footage, aqui as imagens não são tão tremidas como no original. As tecnologias são outras. Os gajos têm um drone que dá uma perspectiva maior da floresta. Neste filme, a floresta parece muito mais densa, o que dá uma sensação de claustrofobia. Como também têm câmaras pequeninas que vão agarradas à cabeça, é mais justificável o facto de estarem sempre a filmar. 
Outra coisa muito positiva é o som. Então se tiverem um bom sistema de som, é o máximo ouvir todos os pequenos barulhos, galhos a partir, gritos, etc. 
Outra coisa que foi aumentada neste filme em relação ao original foi o problema do "tempo", e não estou a falar do clima. Parece que na floresta alguém controla o tempo. A certa altura, um casal que estava separado do grupo principal diz que se passaram 5 dias, quando para o grupo apenas se tinha passado uma tarde. Ou seja, a Bruxa, ou seja lá quem for a entidade, tem controlo desse tempo. Até porque noutra altura, é noite quando deveria ser dia. A prova final desse aspecto é o facto de o vídeo inicial do filme, onde o gajo jura que conseguia ver a irmã é exactamente igual a uma parte do clímax final na casa, como se o vídeo fosse do futuro. (Tenho de rever o filme para tentar perceber melhor toda esta parte). Ah, esse final está muito bem construído, e é uma espécie de recompensa por todo o resto do filme que acabou por ser banal. Não era mau, mas também não trazia nada de novo.

Negativamente o filme tem coisas desnecessárias, e estou a referir-me aos jump-scares onde não há razão para existirem. O filme já tem situações de medo e aflição para ainda ter esses sustos só porque sim. Depois há coisas que não são bem explicadas. Uma das raparigas do filme sofre um corte do pé que começa a infectar. A certa altura, uma espécie de "minhoca" sai da ferida. Nunca percebemos bem o que isso é e porque aconteceu. 
Finalmente, é sabido que o filme é igual ao original pelo que podiam arriscar no final. Mesmo na cena final chegamos a pensar que a gaja se pode safar da bruxa. Segundo consta, bastava não olhar directamente para ela. E tem a inteligência de usar a câmara para saber onde se deslocar, mesmo a caminhar de costas. Acontece que ela ouve uma voz conhecida (já se percebeu que é a "bruxa" que faz esses sons) e ela vira-se e pumba, cacetada nos cornos e fim de filme. Apenas acho que seria mais interessante ter desta vez uma pessoa a safar-se e conseguir sair dos bosques. 


Resumindo e concluindo, se não gostaram do filme original, é certo e sabido que também não vão gostar deste. Eu gostei, apesar de ficar o amargo de boca, pois podia arriscar mais. O final do filme na casa foi bem mais "complexo" e compensou o resto.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

HELL OR HIGH WATER (2016)


De vez em quando aparecem filmes que passam completamente despercebidos nos cinemas, mas começam a ganhar um certo buzz, normalmente porque são mesmo bons estes filmes mas como não tem super-heróis, as pessoas não os vão ver ao cinema. Foi o caso deste Hell or High Water que conseguiu uns "estrondosos" 30 milhões de dólares de box-office no mundo inteiro. Só em termos de comparação, o último Star Wars conseguiu 155 milhões só nos EUA no primeiro fim-de-semana. Mas pronto, é o mercado. Mas as pessoas começaram a falar deste filme e foi uma sorte sequer estrear em Portugal. Se nos EUA o filme estreou em Agosto, foi preciso uns quantos prémios e nomeações para Globos de Ouro para conseguir estrear por terras lusas 4 meses depois da estreia americana. Business.

 É POSSÍVEL QUE HAJA SPOILERS

O filme trata a história de dois irmãos que para poder pagar a hipoteca de uma quinta, assaltam pequenas agências bancárias, todas do mesmo banco. O mesmo que lhes está a hipotecar a quinta. As coisas começam por correr relativamente bem. Não sendo os ladrões mais profissionais do mundo, os gajos têm a coisa bem pensada. Pequenos bancos têm poucas pessoas e assim menos hipóteses de correr mal. E como só roubam notas pequenas, é possível lavar esse dinheiro num casino. Os irmãos são Toby e Tanner (interpretados por Chris Pine e Ben Foster, respectivamente), e eles são completamente diferentes um do outro. Por um lado, o Toby é o cérebro da operação, calmo e metódico. Não tem prazer no que faz e só o faz por motivos de força maior. Por outro lado, o Tanner é desestabilizador, só arranja chatices. É impulsivo e isso paga-se caro. Por causa desta onda de assaltos começam a ser investigados por Marcus Hamilton e Alberto Parker (Jeff Bridges e Gil Birmingham). Quando vão para o último golpe (é sempre no último), o Tanner muda os planos do assalto e pretende assaltar um banco maior do que o costume. Já se sabe que quando se alteram assim os planos, as coisas tendem a correr mal. E é isso mesmo que acontece. Quando chegam ao banco deparam-se com "casa cheia", há uma troca de tiros, o Tanner chega a matar uns quantos e não sabendo bem como, conseguem fugir, apesar de toda a cidade fazerem deles tiro ao alvo.
Quando os dois irmãos se separam em carros diferentes, chegamos a pensar que se podem realmente safar. Mais à frente percebemos que não é bem assim e que o Tanner não se vai safar. Leva com um balázio na testa. Já o Toby safa-se e na cena final tem uma espécie de duelo dos velhos westerns, mas em vez de pistolas usam as palavras. 

A história parece um banal filme de polícias e ladrões, e talvez até o seja. Mas não é banal por causa de uma coisa muito importante: a forma. Conhecem aquelas mulheres que dizem: não é o que tu dizes, mas a forma como o dizes"? Aqui é mais ou menos isso: não é a história do filme mas a forma como esse filme é contado.


Começo desde já pela parte mais técnica, que não percebo nada. E mesmo não percebendo muito, consigo ver ali uma fotografia muito cuidado, com um filtro meio amarelo, quase Texano. Depois a banda-sonora. Se gostam de música country, vão adorar ouvir apenas esta banda-sonora. Obrigado Nick Cave e Warren Ellis.
A forma como é filmado o filme: vejam-se as cenas dos assaltos, por exemplo. São hiper-realistas. A maneira como a dupla assalta cada banco faz-me sempre pensar: isto se fosse eu, faria exactamente assim. Depois, esse realismo passa para os diálogos. São conversetas que poderíamos muito bem ter no nosso dia-a-dia. 
Outra coisa que caracteriza este filme é o seu ritmo. Sim, é um filme lento. E numa altura em que vivemos onde tudo é rápido, é impressionante o risco tomado para este filme. Sim, o filme é lento, mas NUNCA aborrecido. Tudo o que vamos vendo interessa, todas as pequenas conversas, as transições ao som de uma música. Cada cena toma o seu tempo a ser construída e digerida. E isso é de valor. 
Finalmente, o maior trunfo do filme são os actores. E aqui temos duas duplas. O polícia e companheiro (Jeff Bridges e Gil Birmingham) que passam a vida a discutir, a insultar-se, com bocas racistas do Bridges, mas com um bela química. A morte do personagem do Gil Birmingham foi completamente inesperada e ver a expressão do Jeff Bridges é algo digno dos grandes actores. E depois a dupla principal entre o Chris Pine e o Ben Foster como irmãos mas mesmo assim tão antagónicos. Nunca os dois estiveram tão bem num filme. Por um lado o mais tresloucado Foster e por outro o Pine, com um underacting impecável e ao mesmo tempo tão emocional. Estes quatro actores nem parecia que estavam a representar, tal a naturalidade das interpretações e claro do guião.

Resumindo e concluindo: se ainda não viram, não sei porque estão a ler este comentário ao filme. E depois, ide lá depressa ver. Vai com selo de qualidade aqui do escriba.

Nota final para o título português, Custe o que Custar! Mesmo não sendo uma tradução literal do título inglês, acaba por ser uma tradução do significado da expressão inglesa que dá título ao filme. Não percebo o ponto de exclamação, mas isso passa bem.