sábado, 30 de dezembro de 2017

TOP 2017 (parte 2)

Segue o resumo cinematográfico do ano.

- Melhor sorriso: Gal Gadot em Wonder Woman


- Maior desilusão: John Wick 2 (depois do excelente primeiro, este deu-me sono)


- Melhores olhos: Alexandra Daddario em Baywatch


- Maior surpresa: Power Rangers


- Melhores gémeos: The Belko Experiment / Mayhem


- Melhor Actor "animado": Andy Serkis em War For the Planet of the Apes


- Filmes mais overated: Atomic Blonde; Spider-Man Homecoming


- Guilty-pleasure do ano: King Arthur - Legend of the Sword


- Melhor reboot do Alien: Life



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

TOP 2017

Não houve nenhum filme que eu desse nota máxima. Alguns muito bons, muitos filmes medianos, e alguns maus. Por isso faço um top diferente daquilo que eu já fiz. Mas que não é muito original. Quero lá saber... eu escrevo o que quiser.

Melhor "quem sou eu?" - SPLIT, de M. Night Shyamalan


Melhor sequela - SPLIT, de M. Night Shyamalan

Melhor cena "I wanna cry": "No man's land" em WONDER WOMAN


Melhor trocadilho: a cena inicial de THE LAST JEDI (General Hugs/ Hux)


Melhor remake, readaptação: IT

Melhor cena WTF: tiroteio em WIND RIVER

Melhor perseguição auto: BABY DRIVER

Melhores cagaços: ANNABELLE: CREATION

Melhor BSO: Nick Cave em WIND RIVER

Melhor Hit Girl: Laura (aka X23) em LOGAN


Melhor WWE: John Cena em THE WALL

Melhores rednecks: LOGAN LUCKY

Melhores "enormes (.)(.) seios": Alexandra Daddario, Zac Efron e Dwayne Johnson em BAYWATCH


Melhor surpresa dramática: Jackie Chan em THE FOREIGNER



(to be continued)


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

TOP WORST MOVIES 2017

Não vi muitos filmes este ano, mas deu para ver alguma merda... uma mais mal cheirosa que outra.. Aqui está o top mais aguardado do pior que vi neste ano de 2017. 

Antes umas menções honrosas, que quase entraram na lista: The Circle, Jeepers Creepers 3, Pirates of the Caribbean 5 (?), Alien Covenant, John Wick 2...

(sem nenhuma ordem específica, são 10 exemplos de maus filmes)

- RINGS, de F. Javier Gutiérrez


Já esperava que fosse fraco, até porque todos os anteriores são maus. Este não foi excepção. Uma sequela desnecessária.

- ALTITUDE, de Alex Merkin


Pensava que podia sair daqui um daqueles casos de tão mau que é bom. Não foi o caso.

- ATOMIC BLONDE - Agente Especial, de David Leitch


Tanto hype para este pedaço de bosta? Não gostei do estilo.

- KUNG FU YOGA, de Stanley Tong


Jackie Chan faz filmes à pazada. No meio de tantos é normal sair um ou outro mais fraco. Este foi o exemplo deste ano.

- ROUGH NIGHT - Girls Night, de Lucia Aniello


Para comédia esqueceram-se que tinha de fazer rir. Não fez. E porque é que o título em Portugal continua em inglês??

- SHARKNADO 5: GLOBAL SWARMING, de Anthony C. Ferrante


Perdeu o gás. Passou de divertido a doloroso.

- THE BYE BYE MAN - O Nome do Medo, de Stacy Title


Foi tão mau, que agora já nem me lembro da história nem porque o achei mau.

- THE MUMMY - A Múmia, de Alex Kurtzman


O que se passou aqui, para este desastre de proporções enormes? 

- THE DARK TOWER - A Torre Negra, de Nikolaj Arcel


Desta lista, talvez seja o menos mau. Está aqui porque acaba por ser aborrecido, mas que compensa pelas cenas de acção. 

- WISH UPON, de John R. Leonetti


Mais um filme de "terror" que falha naquilo que este género tem de fazer. Nem um jump scare, nada que se aproveite.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Rapidinha do dia: A CHRISTMAS HORROR STORY (2015)


Envolvido em espírito natalício, o que mais quero ver é um filho da puta de Pai Natal a chacinar uns merdosos elfos, que por acaso são zombies. Sim, foi isso que apanhei neste A Christmas Horror Story: um filmezinho de terror, onde acompanhamos várias histórias paralelas. E o grande problema deste filme é mesmo esse: são histórias completamente desequilibradas. Se a história do "Pai Natal" é cool e muito boa, as outras nem por isso. Quer dizer, a história do puto que é "substituído" por uma espécie de clone e se torna num assassino (tipo Pet Sematary) também é porreira. Mas as outras é que falham... e é pena, porque senão poderíamos estar perante um grande filme natalício. 
Mas vale a pena, nem que seja para ver o "Pai Natal" lutar contra o Krampus. Muito sangue, em que temos William Shatner a relatar-nos a história, disfarçado de locutor de rádio.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

STAR WARS: THE LAST JEDI (2017)


Quarta-feira à noite, dia 13 de Dezembro de 2017, estreia do novo Star Wars. Como adoptei o método de não ler nada e ver nada sobre os novos filmes desta saga, o melhor mesmo é ir o mais rápido possível, não vá apanhar um grande spoiler que me estrague a experiência. (Por falar em spoilers, ficam avisados que isto pode estar carregado de spoilers sobre o filme).
Bem, já sabemos que nos dias que correm, vamos ter cada vez mais novos filmes de Star Wars. E há duas formas de lidar com isso. Ou rejeitamos porque nos estragam os clássicos e isto já é uma afronta e forma de nos sacar dinheiro, e assim já vamos de pé atrás ver os filmes; ou, por outro lado, resignamo-nos e aceitamos esse facto. Continuamos a ter a trilogia clássica como os filmes perfeitos, e deixamo-nos levar por este expandir da saga, sabendo de antemão que irão haver filmes bons e outros maus. Eu prefiro a segunda opção. Deixo-me manipular por essa máquina que é a Disney e não me importo com isso, e assim tento apreciar melhor a experiência de ver um filme Star Wars.
E foi com esses olhos inocentes que fui ver este Episódio VIII... Inocentes, mas cansados, porque estar acordado desde as 5 da manhã, ter um dia de trabalho duro, onde não parei, chegar a casa e ter aula de ginástica, jantar, estar cheio de sono e só depois ter sessão de cinema às 22h. Pelo menos era o que dizia no bilhete, porque os gajos da NOS são tão simpáticos que o filme começou às 22:30 (meia hora depois). Já passava da uma da manhã quando saí do cinema. Mas isso não me importou nadinha, porque curiosamente gostei bastante do filme (apesar de ter lá coisas que não apreciei muito).

A partir daqui SPOILER ALERT (depois não digam que não avisei)


Se o filme passado nos apresentou os novos heróis, que estavam em busca do herói passado, o Luke Skywalker, aqui expande-se isso e temos finalmente um Luke em cena. E despachamos já as coisas boas deste episódio:
Em primeiro lugar o Luke. Que bom que é vê-lo outra vez. E aqui está melhor que nunca. Por isso é com tristeza que o vemos "partir". Ainda assim, foi uma despedida condigna, numa cena emocional com a vista do horizonte para os dois sóis. Deu mesmo para soltar uma lágrima. E confesso que não estava à espera que fosse já neste filme. 
E isso ajuda-me  a explicar outro ponto positivo. Apesar de ir beber muita inspiração aos restantes filmes, aqui são tomados caminhos mais inesperados (pelo menos para mim). Vá, confessem lá: quem esperava que o Imper... ou melhor, o Supremo Líder Snoke fosse já com os cães... ainda por cima às mãos do Kylo Ren. Nesse aspecto, o "verdadeiro" Imperador, o Lord "Palpatine" Sidious. E essa cena quase que vale o filme: Kylo Ren a lutar, lado a lado, com a Rey. Das melhores lutas da saga. 
Ainda do lado positivo, o humor. Isso foi algo que esteve sempre presente, mas aqui esteve sempre impecável, mesmo sendo um filme mais negro. Aquela cena inicial na conversa entre o Poe e o General Hux é exemplo disso. Tão bom.


Mas vamos às coisas negativas do filme. Falemos já do elefante na sala, os Porgs. Há quem goste e há quem não goste. Mas aquilo é claramente feito para vender bonecos. Por que na realidade não têm utilidade nenhuma. Estão só ali como comic-relief, com os seus olhos super-hiper-mega-fofos, a fazer lembrar o Gato das Botas do Shrek. Confesso que me distraía um pouco do filme. Mesmo que tenha soltado uns sorrisos quando eles apareceram. Pelo menos os Ewoks, que também eram fofos, derrotaram o Império com paus e pedras. Estes estão lá mais para irritar o Chewbacca
Outra situação que não me agradou: toda a cena da "morte" da Princesa Leia (ou General). Então ela é sugada para o espaço, sem protecção, acorda e "voa" até uma nave para depois recuperar? Sim, eu sei que ela tem a Força do lado dela, afinal é uma Skywalker, mas caramba, foi puxar demasiado pela nossa "suspension of disbelief".
Finalmente, o subaproveitamento de algumas personagens, nomeadamente da Holdo (Laura Dern) e da Cap. Phasma. A Holdo foi lá substituir a Leia, enquanto ela recuperava. Confesso que preferia que ela tomasse o seu lugar a liderar os Rebeldes, até porque com a morte da Carrie Fisher, não sei como vão fazer no próximo episódio. Como a Holdo se sacrificou para salvar os Rebeldes, quem desempenhará esse papel? Se tivesse sido o oposto, seria uma bela despedida de uma heroína que nos acompanhou durante 40 anos. Já a Cap. Phasma não teve grande coisa para fazer. Fez lembrar o Bobba Fett. Os fãs adoram a personagem, mesmo sem ter muito que fazer e morrer assim do nada. 

No geral, claro que adorei o filme, mesmo com todos estes pontos negativos. Ficámos a gostar mais dos heróis e vilões... e ficou claro que o Kylo é o vilão principal. Por momentos pensei que haveria já a dita redenção. Deverá acontecer no próximo episódio. A Rey é a nossa heroína de serviço, e que bem que ela vai. E tanta coisa para saber a parentalidade dela, e para já nada. Aliás, a acreditar nas palavras do Kylo, ela é filha de uns tristes bêbedos. Vamos ver se se confirma daqui a dois anos.

Foda-se... só daqui a dois anos????

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SUPER MARIO BROS. (1993)


Começo já por dizer que ninguém me bate a jogar Super Mario Land para GameBoy. Este jogo foi a minha introdução ao mundo do herói da Nintendo. E este jogo foi responsável por muitas horas de felicidade. É que este jogo ainda não tinha aquela funcionalidade, hoje banal, de save game. Ou seja, se desligasse a consola, tinha de voltar ao início. Mas isso não fazia mal. Aliás, nem era problema. Depois desse, vieram mais jogos do herói, sempre para GameBoy. Não havia cá dinheiro para consolas que se ligassem à televisão (NES, Mega Drive, etc). A trilogia Super Mario Land terminava até com Wario Land, jogo onde éramos uma espécie de vilão. 
É óbvio que quando chegou a adaptação ao cinema do jogo, isto era a coisa que mais queríamos ver (ou então era só eu). 


Bem, dizem que o filme é mau. Será mesmo assim? É que eu não consigo ser imparcial em relação a isto. Segundo consta, os próprios actores odiaram fazer o filme. Mas sabem o que vos digo? Que se foda... aos 35 anos, eu aqui me confesso: gosto desta merda. Pode até ser uma adaptação pouco fiel ao mundo de Mario, mas caralhos me fodam se isto não é divertido. Pelo menos para mim. 
Uma coisa que os haters têm de admitir é que o casting até acerta na mouche. Bob Hoskins como Mario Mario e John Leguizamo como Luigi Mario??? Por mim, perfeito... E depois a Samantha Mathis como a Princesa Daisy, a menina que tem de ser salva da torre do vilão. Foi uma autêntica crush que tive por ela. Aquele ar de bonequinha  frágil, mesmo a pedir para ser salva, mas que esconde uma alma a pedir um tautau do bom. 

Ora, sobre o filme em si, o que temos mais próximo em relação ao jogo são mesmo os primeiros 10 segundos do genérico com o som clássico do jogo. Depois acabaram-se as semelhanças... Ah, a certa altura, a dupla veste os fatos que todos conhecemos: Mario de vermelho e Luigi de verde.


Admito que é um autêntico guilty-pleasure. Há ali muita coisa má, mas eu curto. Os Goombas chegam a ter piada. Dennis Hopper como King Koopa; anda por lá um "fungo" a tentar salvar a malta; uma big girl com grandes marufas e fato de cabedal vermelho; enfim.... tudo para ser apreciado com uma grade de minis ao lado e uns torresmos.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Rapidinha do dia: BRIDE OF FRANKENSTEIN (1935)


Então, um filme que se chama A Noiva de Frankenstein, tem imagens promocionais da Noiva, as pesquisas no google só fazem alusão à Noiva, e o que temos aqui? Um filme que supera o clássico original, mas que tem apenas uma cena com a Noiva, mesmo no finalzinho com uns 3/4 minutos... E anda um monstro à procura de uma parceira, e quando pensa que finalmente encontrou, até a própria monstra tem medo/nojo do monstro. Conheço casos assim na vida real...
(Eu sei que estas 5 linhos podem conter spoilers, mas acho que num filme com mais de 80 anos isso não se aplica)

PS - não se esqueçam que Frankenstein é o Henry, o homem que cria o monstro, não o próprio monstro.

domingo, 29 de outubro de 2017

SCREAM (1996)


Ah, o cinema de terror.... como qualquer género, tanto pode dar filmes óptimos, como dar merda. Não sei porquê, mas é talvez o meu género favorito, mesmo ainda sendo visto como um "género menor". Há quem goste de ir rir para o cinema, chorar, masturbar, etc... Eu também... não sou diferente das outras pessoas. Só que gosto muito da adrenalina, tensão, medo de um bom filme de terror. 
Sou de uma geração que apanhou aqueles slashers todos dos anos 80, mas em casa em VHS. Estes filmes eram os campeões do aluguer. Seja com Michael Myers, Jason Voorhees ou Freddy Krueger (eu sei que há mais), estes vilões eram os preferidos. Mas lá está, nunca tinha visto nenhum deles no cinema. Aliás, Halloween (o do John Carpenter) continua a ser o meu preferido, e dificilmente alguém irá fazer melhor que a perfeição deste. Só que é um filme fora da minha geração, apesar de ser intemporal. 
Acontece que, e quando se pensava que o género de slasher-movie estava morto, aparece o mestre Wes Craven e vira o cinema de terror do avesso, com um filmezinho de nome Scream. Confesso que na altura (1996) o filme escapou-me. Também não tinha acesso à informação da forma que tenho hoje. Foi preciso estrear a sequela no ano seguinte, para eu conhecer os filmes. Já aqui contei a aventura que tive no cinema do Casino quando fui ver Scream 2 (podem ler esse relato aqui). 
E como comecei pelo 2, tive de ir logo depois correr ao Video Movie alugar o primeiro. E que filme eu apanhei. Se já tinha gostado da sequela, ainda mais gostei do original.


SPOILER ALERT 

E tenho de começar por referir aquela cena inicial com a Drew Barrymore... À boa maneira de Psycho (de Hitchcock), colocam-nos a Drew e pensamos que vai ser a protagonista do filme, quando de repente ela está a levar umas facadas nas mamas. Não sem antes ser torturada num jogo psicológico ao telefone. Quais jogos mortais do Saw, este sim, é realmente interessante.
Depois o filme é todo ele muito "meta". Termo para me armar ao pingarelho, mas que serve para dizer apenas o seguinte: o filme serve quase reflexão sobre um género (que se julgava morto). E Wes Craven faz isso na perfeição. E mais, atira-nos à cara com os assassinos, e só não descobrimos quem são, e ficamos surpreendidos, porque não queremos acreditar no tão óbvio que é. E isso, é Craven a brincar com o espectador de forma brilhante.
E se o início do filme é excelente, o mesmo se aplica ao final com o confronto entre a Sidney e a dupla de assassinos.

Para concluir, digamos que foi o ressuscitar do slasher-movie, e ao mesmo tempo o princípio do fim, pois nunca mais houve nenhum que chegasse ao brilhantismo deste.
Ainda assim, tenho de admitir que 20 anos depois deste, estamos a atravessar um bom momento para o género de terror (mas não o slasher).


Nota final: este filme foi produzido pelos irmãos Weinstein, que parece que eram e são uns predadores sexuais que intimidavam jovens actrizes em troca de favores. Uma dessas actrizes (e a voz mais activa nesta fase de assumir as merdas) foi Rose McGowan, que neste Scream fazia de melhor amiga da protagonista. O que é certo é que nunca deu o salto e tem andado perdida por cinema duvidoso. Deverei sentir-me complacente se continuar a gostar de ver este filme e muitos outros que eles produziram? 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Rapidinha do dia: WIND RIVER (2017)


Então vamos lá ser curtos e grossos: Wind River é um filmaço. Do gajo que escreveu Hell or High Water, este é mais calmo, mais parado, mas nem por isso menos interessante. Claro que é um filme que não vai agradar aos putos sedentos de velocidade e rapidez. Querem coisas a acontecer. Aqui, coisas acontecem, mas a um ritmo, aparentemente, mais lento.
A história acompanha a investigação de um crime que aconteceu numa comunidade que vive lá para o gelo. E aqui a cidade quase que é uma personagem. Lembram-se de Se7en? Aqui há a mesma vibe
Eu disse que ia ser curto e grosso, por isso só mais três notas. 
- A banda-sonora de Nick Cave é estrondosa, subtil. Para já a melhor do ano. 
- As performances são tão boas, nomeadamente a de Jeremy Renner. 
- Aquele desenlace. Jasus... Quem viu o filme sabe do que falo. Não posso ser spoiler mas envolve uns tiros.

Concluindo, um filme do caraças.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

CULT OF CHUCKY (2017)


Mês de Halloween, e são filmes de terror a sair em catadupa. E por alguma razão continuam a fazer filmes da saga Chucky. Por mim, ainda bem que os fazem. É que podem não ser os melhores filmes do mundo, mas pelo menos são sempre divertidos.
A saga começa no final dos anos 80, e queria ser um legítimo filme de terror para combater todos os slashers que se iam fazendo. Ao longo dos anos, e com uma premissa sempre disparatada no bom sentido (boneco assassino), os filmes foram-se adaptando, tornando-se cada vez mais ridículos e a virar para a comédia. Em 2013, quiseram ir às raízes de Chucky e voltaram-se para o terror puro outra vez: um boneco possuído dentro de uma casa que vai matando as pessoas (Curse of Chucky). Este novo é uma sequela directa desse. E tem coisas boas e outras que nem por isso.
E o filme começa muito bem. Andy (o puto do primeiro filme) é agora crescido e mantém o que resta de Chucky (a cabeça meio queimada) dentro de um cofre, e de tempos a tempos ela lá vai torturar o assassino. Vale a pena lembrar que no filme anterior, o Andy (curiosamente é o mesmo actor que no original) já tinha feito um cameo nos pós-créditos que fazia antever este regresso. 
Só que o filme toma outro caminho. Vai ser a gaja sobrevivente do anterior (a que estava em cadeira de rodas) que se torna a protagonista. Aqui ela está num manicómio e, depois de uma espécie de lavagem cerebral, acredita que era ela a assassina. Depois de lá aparece um boneco do Chucky no manicómio (apesar de o Andy manter o possuído num cofre) e começa a matança. 
E é nisto que o filme perde força: torna-se numa grande salganhada. Vários bonecos possuídos que tornam um pouco confuso. Lá pelo meio regressa a Jennifer Tilly só para animar.
Apesar disso é divertido comó caraças. E no dia em que o Brad Dourif (voz do Chucky) não puder fazer filmes do Chucky, não vale a pena continuarem a fazer.