sexta-feira, 15 de setembro de 2017

THE BREAKFAST CLUB (1985)


Há filmes que eu adoraria ter visto quando era mais novo.... Este é um deles. Sim, só o vi na minha idade adulta, sem os problemas de um adolescente de liceu. Na idade adulta os problemas são outros. Mas quando somos putos borbulhentos, o mundo parece que vai acabar por coisas que agora me parecem insignificantes. 
Não o vi quando era mais novo, mas nem por isso deixei de apreciar a obra-prima que aqui se fez. Deve ter sido o último filme a que dei nota máxima (coisa rara em mim). A nota máxima (as famosas 5 estrelinhas) só a dou a filmes que realmente me marcam de alguma forma. Por isso, essa é uma graduação dada a filmes que marcaram o meu crescimento e desenvolvimento pessoal. Não são obrigatoriamente os melhores filmes. Acontece que este é realmente BOM. E tudo porque há um senhor que teve a audácia de ler a mente jovem de forma que nunca ninguém conseguiu. Esse senhor é o falecido John Hughes
Este filme tem uma premissa muito básica: 5 putos portaram-se mal na escola e passam um sábado de castigo. É mais uma tradição americana, a famosa "detention". Mas o que acontece nesse sábado vai mudar a vida de todos. Este é mais um ensaio sobre a mente adolescente, daí termos 5 jovens tão diferentes, que roçam mesmo o cliché dos teen-movies. Mas joga com isso de forma soberba, de forma a que todos nos possamos identificar de algum modo com aqueles jovens. 

Depois é quase como um hino, um grito de revolta de pessoas que estão a crescer, mas cada um tem as suas amarguras, normalmente relacionadas com os adultos/pais. Os pais (além do director da escola) são quase os vilões da história. Quem é que nunca culpou os pais por alguma coisa? 
O filme está carregado de simbolismos, reflexões, momentos de humor e adrenalina.

Confesso que gostava de dissertar mais sobre este filme, mas caramba... se não viram: ide ver. Mas com olhos de atenção. Desliguem os telemóveis, e apreciem cada momento, cada frase, cada silêncio.
Concluindo, este é daqueles filmes que por mim seriam obrigatórios em qualquer escola.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

TOP STEPHEN KING ADAPTATIONS

À data que escrevo estas palavras anda pelos cinemas dois filmes: It e The Dark Tower. Na televisão andam a dar duas séries: Mr. Mercedes e The Mist. O que há em comum entre estes 4 títulos? É tudo baseado em obras de Stephen King. E eu sou fã dele enquanto autor. Já li muita coisa dele, e continuo a ler. O gajo escreve como se não houvesse amanhã. Todos os anos sai pelo menos um livro. E há 40 anos que andam a adaptar as suas obras tanto para cinema como para televisão. 
Como já não faço um top há algum tempo, decidi que esta era a altura ideal para mais uma lista. Porque há poucos tops por essa net fora. Decidi escolher 10 filmes e 4 mini-séries. Não são os melhores, mas são os que mais me marcaram. Há filmes que poderão achar estranho ter deixado de fora, como por exemplo o The Shining. Como a lista é PESSOAL, escolhi aqueles que me marcaram de alguma forma. Por isso, e por ordem cronológica, aqui ficam 10 filmes e 4 séries.

- CARRIE (1976), de Brian de Palma


Escolheram uma gaja que não é muito bonita, para ter aqueles poderes todos... quando a chacina começa, a tensão atinge picos de adrenalina. Isto tudo com o estilo de De Palma para filmar.

- CUJO (1983) - O Novo Símbolo do Terror, de Lewis Teague


Quando o "vilão" do filme é um São Bernardo, que começa fofinho e se vai tornando raivoso.. E toda a parte em que mãe e filho ficam presos no carro com o cão cá fora é qualquer coisa.

- CHRISTINE (1983) - O Carro Assassino, de John Carpenter


Quando o "vilão" do filme é um carro, que começa estiloso e se vai tornando um psicopata... Sim, eu repito: o vilão é um carro possuído, e só Carpenter poderia tornar isto num belo filme.

- THE RUNNING MAN (1987) - O Gladiador, de Paul Michael Glaser


Antes de Battle Royale ou The Hunger Games, tínhamos Schwarzenegger em fato de licra em jogo de vida ou morte. Um guilty-pleasure do caraças.

- PET SEMATARY (1989) - Cemitério Vivo, de Mary Lambert


Quando o "vilão" do filme é uma criancinha, que começa fofinha e se torna num assassino psicopata... Um filme que vi, enquanto puto, numa sessão da RTP2, e que me marcou.. E marcará muito mais qualquer pessoa que seja pai.

- MISERY (1990) - O Capítulo Final, de Rob Reiner


Quando o "vilão" do filme é uma senhora com ar simpático, que começa toda atenciosa e se vai tornando numa psicopata doente.

- THE SHAWSHANK REDEMPTION (1994) - Os Condenados de Shawshank, de Frank Darabont


O filme que está no 1º lugar do Top 250 do imdb ao lado de Padrinho. Sim, este filme é adorado por quase todo o mundo. É bem bom, mas não o coloco num patamar assim tão elevado.

- THE GREEN MILE (1999) - À Espera de Um Milagre, de Frank Darabont


Um filme que vale muito pela prestação do Michael Clarke Duncan... mas não só. Uma belíssima e pesada história.

- SECRET WINDOW (2004) - A Janela Secreta, de David Koepp


Uma história quase banal mas que me prendeu do início ao fim.

- THE MIST (2007) - Nevoeiro Misterioso, de Frank Darabont


Frank Darabont volta a realizar um filme baseado na obra de King, e tem a "trilogia" perfeita. Dos 3 dele, este é o meu favorito. E aquele final estrondoso... ainda hoje me atormenta com aquela música a acompanhar. Quem viu, sabe do que falo.

Mini-séries

- THE STAND (1994) - O Vírus Assassino, de Mick Garris


Vi-o numa versão dobrada em francês, era eu uma espécie de teenager. Histórias do fim do mundo são sempre bem-vindas.

- THE LANGOLIERS (1995) - Fenda no Tempo, de Tom Holland


Este é especial para mim... foi a primeira história que li de Stephen King, ainda por cima li numa língua que não era a minha. O que fica marcado para o futuro é mesmo os efeitos especiais dos "monstros". Merecia uma nova adaptação.

- STORM OF THE CENTURY (1999) - Tempestade do Século, de Craig R. Baxley


Lembro-me de ver a primeira vez quando a TVI passou em dois dias. Depois disso a cassete VHS teve de fazer parte da colecção pessoal aqui do escriba. Muito bom.

- ROSE RED (2002) - A Mansão de Rose Red, de Craig R. Baxley


A versão de King da velha história de uma mansão assombrada com todos os seus fantasmas. E quem resiste a uma história de casas assombradas? 


domingo, 27 de agosto de 2017

BAYWATCH (2017)


Gajos que nasceram no início dos anos 80 fizeram-se homenzinhos nos anos 90. E quando digo "fizeram-se homenzinhos" refiro-me a descobrir o corpo e aquelas cenas esquisitas do crescimento. Nessa altura a internet era algo complicado de ter para irmos à procura da melhor pornografia. Comprar uma revista para adultos custava o mesmo que empenhar a nossa casa e vender a nossa mãe. De vez em quando lá existia uma cassete de vídeo de algum pai de algum amigo. Mas isso também era difícil de arranjar. No meio disso tudo, houve uma série de televisão que ajudava os putos a "crescer". E logo uma série que passava em horário nobre. Baywatch (Marés Vivas na tradução tuga) era esse pedaço de pecado. Digamos que a série não era bem sucedida pelos seus complexos argumentos. Para isso havia Twin Peaks ou X-Files. Baywatch tinha algo mais apelativo: gente gira a correr nas praias em câmara-lenta. Aqui descobriamos o poder do silicone. E Pamela Anderson era a nossa musa. Eu era um puto simples. Bastava uma nadadora salvadora em fato de banho vermelho, loura, voluptuosa, com sorriso largo a correr pelas praias de Baywatch, e isso era melhor que qualquer vídeo do youporn. Só que depois de CJ Parker (Pamela Anderson), veio a Summer (Nicole Eggert), e ai meu deus, o que gostava da Summer, a minha primeira paixão carnal da televisão. Engraçado que quando Summer apareceu na série, não tinha propriamente os dois "atributos" da Pamela Anderson. Mas isso durou uma temporada. Na temporada seguinte apareceu maior!
Ah, no meio das jeitosas estava lá o personagem principal, Mitch Buchannon, interpretado pelo eterno Michael Knight, David Hasselhoff. Eu acho que ele fez e produziu esta série só para poder comer todas as actrizes com quem contracenou (mito por ele lançado). Foram 11 temporadas (??) disto.


Em 2017, digamos que ninguém ansiava por uma espécie de remake da série, mas o que é certo é que isso aconteceu. Não em série televisiva, mas em filme. 
Mas o que o filme faz, e abusa um bocado dessa tecla, foi "gozar" com a série original. E com o facto de, apesar de se tratarem de nadadores-salvadores, eles fazem o trabalho da polícia e forças de segurança. O filme tem a história básica: primeiro o recrutamento dos "rookies" e depois algum tráfico de droga. No meio disto tudo há Dwayne Johnson a ser ele próprio, Zac Efron como rookie, mas que compete com o The Rock num concurso de força máscula!!!!!! No entanto, curti a química entre os dois. E depois temos Alexandra Daddario. E aos 34 anos, ainda consigo ficar a babar-me por uma actriz. Mas aqueles olhos.... vocês viram aqueles olhos? 

O filme não prima por nada em especial. Mas confesso: diverti-me e babei-me durante quase duas horas. E sejamos sinceros: não estávamos à espera de mais.
E depois, num remake de Baywatch, claro que teriam que existir uns cameos. Mas a beleza dos cameos é quando são inesperados, por isso NÃO COLOQUEM O NOME DO DAVID HASSELHOFF E DA PAMELA ANDERSON NO GENÉRICO INICIAL. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ANNABELLE: CREATION (2017)


Uma das coisas que para mim é o cinema, é a arte da manipulação. Quem faz um filme quer manipular o espectador, provocar emoções. Sabemos que estamos a ser manipulados mas não nos importamos. E num filme de terror, isso ainda é mais evidente. 
O primeiro Annabelle fazia tanto sentido de existir como uma pedra nos rins. O The Conjuring foi um filme de sucesso e como lá pelo meio apareceu uma boneca de porcelana dentro de um armário, acharam que era boa ideia explorar isso. E em que é que resultou? Numa prequela que basicamente é cocó. Uma merda de filme que, para filme de terror, não assusta nadinha. E o que faz mais sentido que uma pedra nos rins? Só se forem duas pedras nos rins. Ora, o primeiro não teve assim tanto sucesso de bilheteira nem de crítica. Então por que razão acharam que um novo filme iria ter sucesso? Ainda para mais porque é a prequela de uma prequela. Tinha tudo para ser péssimo. Mas milagres acontecem, e o que temos aqui é um puro filme de terror, sem grandes pretenciosismos e que faz aquilo que qualquer filme de terror deveria fazer: assusta. E quando digo "assusta", digamos que é para borrar a cueca. 


O filme pega num dos principais mecanismos do género de terror, o som, e usa-o de forma tão eficaz, que o filme merece ser visto numa sala de cinema com bom sistema audio. 
É que não se pouparam aos sustos... praticamente de início ao fim. Mas o que faz esses sustos, esses jump-scares resultarem é o set-up. Desde início que é criado ali um ambiente fantasmagórico, e o espectador vai sentido isso ao longo do filme. 
Pode ter todos os clichés e por vezes ser totalmente previsível, mas caramba, se o que queriam era meter medo, então conseguiram. Sim, porque a história é tudo menos original. Quantas vezes já vimos histórias de casas e miúdas assombradas? Milhares de vezes... mas são raras as vezes que conseguem realmente assustar. Depois, o filme é eficaz porque damos por nós importados com as personagens principais. As duas miúdas são interessantes, com história. E são óptimas actrizes. Então a actriz que faz de Janice (Talitha Bateman), que a certa altura está possuída, está impecável nos vários registos que tem de ter. (E é impressão minha ou a rapariga é a cara chapada da Chloë Grace Moretz??)
No geral, é um filme infinitamente melhor que o primeiro, da mesma forma que o The Conjuring 2 era melhor que o primeiro. São as sequelas a melhorar o original.

Muitas vezes, as formas das pessoas reagirem ao medo nos filmes é o riso. Aquele riso nervoso depois de um sustos do caraças. Isso aconteceu na sessão a que fui assistir. Isso e um matulão que estava ao meu lado estar todo encolhidinho e agarrado à namorada durante as cenas mais assustadoras. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

NOTORIOUS (1946)


Ninguém duvida que Alfred Hitchcock foi um génio. Cada filme que fez é uma obra que merece ser analisada ao detalhe. Eu sou fã dele, mas curiosamente nunca tinha visto este Difamação
E para que serviu este filme? Em primeiro lugar, para me lembrar de como sou apaixonado por Ingrid Bergman. Meu Deus.... que mulher, que elegância, que beleza, que actriz. Tenho para mim, que entre ela e a Grace Kelly, são as duas mulheres mais completas de Hollywood de sempre.
Mas sobre o filme. Há quem o defina como uma "estória romântica de espiões", e é isso que temos aqui. Cary Grant contrata a Ingrid Bergman para se infiltrar e meter com um homem. Esse homem é Claude Rains, um nazi com planos. No meio disto tudo, a Ingrid apaixona-se pelo Cary Grant, mas casa com o Rains. A mãe de Rains é uma maquiavélica que faz a vida negra à mulher. Aliás, a relação mãe/filho faz lembrar em muito Psycho, em que Norman Bates é tormentado pela sua mãe. A diferença é que neste a mãe está viva. 
O filme mostra toda a mestria de Hitchcock, desde os ângulos, o uso de McGuffin (neste caso a chave da adega), o suspense em cada cena. Um exemplo disso é toda a sequência na festa. A forma como o realizador vai conduzindo a cena, com a falta de bebida, o uso da chave, a cena do beijo (que na altura se prolongou mais que a lei). Aparentemente, nesta altura os beijos do cinema não poderiam exceder os 3 segundos. Para contornar isso, Hitchcock fez os actores beijarem-se longamente mas com algumas interrupções com as reacções dos actores. 
Mas não é só Hitchcock que brilha neste filme. Os quatro actores principais estão óptimos. A Ingrid principalmente porque consegue representar sem falar. Todas as expressões e mudanças destas em segundos são de quem sabe o que está a fazer. 
Para mim o único ponto negativo está relacionado com a relação amorosa. Não fiquei convencido que ela se apaixonasse logo ao fim de uns minutos pelo personagem de Cary Grant. Foi muito súbito, o que para mim, aos olhos de hoje, não encaixou muito bem.
Mas depois aquela cena final.... ninguém fala muito daquela cena e é pena. Não vou ser spoiler, mas ide lá ver este filme. Deixem lá os super-heróis de parte por uns momentos e apreciem cinema.

sábado, 8 de julho de 2017

Rapidinha do dia: RESCUE DAWN (2006)


Alguma coisa vai mal quando tens 34 anos em 2017, dizes-te cinéfilo, e só agora é que vês um filme de Werner Herzog. E só digo que ainda é possível fazer bons filmes sobre a Guerra do Vietnam. Ajuda a ter prestações notáveis de Christian Bale, Steve Zahn e Jeremy Davies e o seu total compromisso à Arte.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

WONDER WOMAN (2017)


Sou um gajo heterossexual, e como tal aprecio mulheres. E aqui não sou esquisito em relação a raça ou credo. Apesar de por vezes ser um bronco insensível, tenho a esperteza para perceber que, mesmo vivendo em pleno séc. XXI, ainda somos uma sociedade machista. E sinceramente não percebo porquê: o mundo sempre foi liderado principalmente por homens e é o que se vê. Tenho fé que as coisas vão mudando. Se bem que existem uns grupos de feministas que estão mais interessadas não na igualdade de género mas em retirar de alguma forma direito à raça masculina. Mas isso já são outras questões que não interessam nada.
Ora, no cinema esse machismo também sempre existiu, mas também sempre houve quem tentasse lutar contra isso. Colocar uma mulher como heroína num filme de acção não é o mais usual mas vai existindo, umas vezes de forma mais bem sucedida, outras nem por isso.
Eu próprio poderei ser um culpado por esse machismo. Por vezes gosto de apreciar a mulher apenas pelo corpo, numa espécie de objectificação do sexo feminino. Assumo a minha culpa. Quantas vezes não vejo determinado filme apenas porque tem "gajas boas". Por que razão eu gosto tanto de DOA: Dead or Alive? O filme é mau mas tem gajas boas de bikini a lutar.

Há sempre nomes de personagens que vêm justamente à nossa memória. Para um tipo da minha geração, a primeira foi talvez a Princesa Leia (Carrie Fisher) na Guerra das Estrelas. Todos os outros gajos da minha geração lembram-se de Sarah Connor (Linda Hamilton). Eu não... A culpa não é dela, mas simplesmente porque odeio Terminator.


Já neste século apareceu uma daquelas mulheres de sonho (pelo menos para mim). E estou a falar de Angelina Jolie nuns calções curtos a fazer de Lara Croft. Se há actrizes que nasceram para interpretar determinados papéis, este é um exemplo claro disso. Os filmes podem não ser grande coisa, mas caramba, aquela personagem povoou os meus sonhos anos a fio. Mais recentemente uma miúda deu nas vistas. Não era propriamente uma mulher feita, mas antes uma menina com ar angelical que despachava bandidos ao pequeno almoço. Hit Girl do Kick Ass é talvez a mais politicamente incorrecta e deliciosa personagem que apareceu nos últimos anos no cinema.

Existem muitos mais exemplos de mulheres heroínas nos filmes de acção, no entanto estas eram as mais memoráveis aqui para o escriba.

Isto até 2017. Bendito ano em que deu à costa a Mulher Maravilha. E quem diria que um filme da saga de Man of Steel poderia ser bom?
Confesso que não fiquei maravilhado com a escolha de Gal Gadot para o papel principal. Erro meu. Só a conhecia da saga Fast and Furious e ela era a personagem menos interessante dos filmes onde aparece. E não conseguia vislumbrar ali grande coisa. Acontece que aqui nem parece a mesma.
O filme em si aparenta ser mais um das centenas de filmes de super-heróis que sai todos os anos. Sinceramente não sei até onde vai esta febre dos "comic book movies". Mas hoje são uma realidade e temos de viver com ela, afinal temos sempre a opção básica de não os ver, caso estejamos saturados.
Para mim, este destaca-se em relação à grande maioria do que vai saindo, e sim, muito por culpa de uma mulher que é mais que um corpo bonito.


SPOILERS

Primeiro, este é um filme de época, e para mim isso ajudou. Na rival Marvel, o melhor filme da MCU (opinião pessoal) era o primeiro Captain America, e os dois filmes passavam-se durante as guerras mundiais.
Depois a realizadora percebe que não interessa mostrar só acção. Aqui há muito mais que isso. Aqui conseguimos ganhar interesse e afeição pelos diversos personagens, daí que o final (SPOILER) com o sacrifício do personagem do Chris Pine tenha sido, por um lado, surpreendente, e por outro emotivo. Um filme que toma o seu tempo em cada cena.
Consegue-se ainda um equilíbrio das emoções ao longo das 2h20. Há tempo para vibrar com as cenas de acção, há tempo para rir nos momentos de comédia, e há tempo para estar emocionalmente conectado à história e personagens.
Visualmente o filme resulta. Ao contrários dos anteriores filmes deste universo (Man of Steel e Batman v. Superman) este tem muita cor. Talvez se tenha abusado nas cenas em câmara lenta. Mas de vez em quando esta opção resultava em grande.
De resto eu só queria a Gal Gadot... em cada cena ela enche o ecrã. E naquela cena em que ela salta de uma trincheira e avança em direcção ao inimigo, quase que me dá vontade de chorar.

Negativamente, o normal neste tipo de filmes: o inimigo. E nem é culpa do actor. Mas o personagem não tem carisma. 
Também o início do filme me pareceu meio nhec (termo para designar "falta de sal"). Aqueles diálogos não me soavam de forma natural, talvez porque ainda não estava suficientemente embrenhado na situação.

No geral, é um dos grandes filmes de super-heróis e finalmente um tiro certeiro da DC, depois dos últimos desastres.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

TRANSFORMERS (2007; 2009; 2011; 2014)


Existe as sagas de Star Wars, de Indiana Jones, de Regresso ao Futuro.... e depois, no mesmo patamar estão estes 4 filmes de Transformers. Dizer "no mesmo patamar" talvez seja exagerado..... ou melhor, é descabido. Porque sejamos sinceros: no geral, os filmes são cocó. Têm lá algumas coisas positivas, mas é cocó enfeitado com muitos efeitos especiais. Não terei muito a dizer sobre cada um, já que todos caem quase sempre nos mesmos erros. Por isso ficam apenas algumas notas que me lembro deles. Sim, porque eu revi os 4 filmes. Não incluo o filme de animação, pois não se enquadra no mesmo universo. E é muito bom, quando comparado com estes.


TRANSFORMERS (2007)

- 144 minutos??? Mas há assim tanta história para fazer um filme de quase duas horas e meia. O filme ganharia muito se tivesse apenas hora e meia. 
- O CGI é bom mas a merda das imagens tremidas estragam tudo!
- A Megan Fox tem um corpaço e o Michael Bay faz questão de o mostrar.
Shia LaBeouf é uma espécie de Tom Cruise em jovem. Passa muito tempo em correrias impressionantes. 
- John Turturro é o comic-relief e até fica fixe vê-lo nesse papel.
- TANTOS personagens para quê?? Eliminava-se por exemplo os pais do LaBeouf. Não servem para nada. E como eles, mais uma série deles.
- Andam os maus atrás de um cubo, e depois os bons vão escondê-lo na cidade? No meio da população desprotegida? Pelo menos assim há mais prédios para destruir no último acto.

Acaba por ser o melhor dos quatro.

TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN (2009)

- À falta de melhor vilão, optam por ressuscitar o Megatron. Porquê?
- A primeira imagem de Megan Fox (aquela em cima da mota com o rabo empinado) dava um óptimo calendário de oficina.
- Ridículas as cenas em que o LaBeouf fica maluco quando toca numa lasca do cubo do primeiro filme. E os argumentistas foram preguiçosos. Então o gajo passou o primeiro filme todo com o cubo na mão sem acontecer nada, e neste quando toda num pequeno pedaço, que ficou preso na camisola, e fica doidinho? WTF.. 
- Eu sei que o Turturro era o comic-relief no primeiro filme. Mas não era preciso pô-lo de fio dental!!! Too much..
- A quantidade de "piadas" sexuais também é exagerada. Então um robot a pinar com a perna do Megan Fox chega a ser triste.

Acaba por ser o pior dos quatro. Não tem pés nem cabeça. Uma salganhada de todo o tamanho. Segundo sei, este filme sofreu com a greve dos argumentistas que abalou Hollywood e isso nota-se.

TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON (2011)

Há um upgrade em relação ao anterior. A Megan Fox foi às urtigas e chamaram uma loira, que curiosamente é mais uma boazona.
Confesso que gostei do início do filme, quando usam a missão de Apollo 11 (quando o Aldrin e o Armstrong vão à Lua em 1969) como motor narrativo.

TRANSFORMERS: AGE OF EXTINCTION (2014)

Depois da Megan Fox ter ido com o caralho, aqui foi o Shia LaBeouf que desapareceu. Mas isso não impede que se continuem a fazer filmes da saga. Vai-se buscar um nome relativamente grande, Mark Wahlberg, e bora fazer mais filmes. Mas agora não me fodam: 165 minutos??? Ali a bater as 3 horas??? Para quê?
- Primeiro aspecto positivo: só o facto de reconhecerem que houve destruição de cidades e milhares de mortos nos outros filmes já é bom. É que nos anteriores, parece que isso não importava nada. A cidade foi destruída? Caga nisso... Morreram milhares de pessoas nessas batalhas? Who cares? Neste isso mudou. Já houve essa consciencialização.
- A boazona de serviço (a fazer de filha do Wahlberg) está sempre com um look impecável, mesmo no meio das cenas de acção.
- O personagem do Stanley Tucci andou 3/4 do filme a ser o mau da fita para se redimir no último acto. Passou a ser o elemento cómico. Não engoli essa.

Confesso que acho este filme uma espécie de guilty-pleasure dentro da saga. O filme é mau e grande como o caraças, mas acabou por ser mais divertido que os anteriores. Então aquela Lei Romeu e Julieta, que servia de desculpa para um adulto comer a gaja que era menor de idade, partiu tudo.

TOP TRANSFORMERS

Transformers
Transfomers: Age of Extinction
Transformers: Dark of the Moon
Transformers: Revenge of the Fallen

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PIRATES OF THE CARIBBEAN 5 (2017)


Se havia filme que toda a gente queria ver, era uma sequela dos Piratas das Caraíbas... Ou então não é bem assim, e ao quinto filme são toda a gente se está a cagar para esta saga. Mas a Disney não pensa assim e lá decidiu dar mais uma oportunidade a Jack Sparrow e companhia. Mas a sério, é por culpa de pessoas como eu que continuam a fazer isto. Mesmo sabendo que iria ser uma merda.
Porque sejamos sinceros: o primeiro foi maravilhoso. É ainda hoje um dos grandes filmes de aventura pura (quase perfeitos) deste século. Os restantes são cocó! E este quinto não encontrou a fórmula mágica de tornar este franchise excitante outra vez.

Mas atenção que nem tudo é mau neste filme.
Claro que a essência destes filmes tem sido Johnny Depp, e por muito que achemos que a fórmula dele se esgotou no primeiro filme, o que é certo é que continua a dar ares da sua graça. Mesmo que passe 90% do tempo bêbedo que nem um cacho. Mas o que gosto realmente é o regresso do Gibbs e do Barbossa. Sem estes, o filme era ainda pior. Mas se os veteranos são a força motriz por detrás do filme, o novo casal tem o carisma de duas unhas encravadas. Gostemos ou não do Bloom e da Knightley (aqui fazem uma espécie de cameo), eles pelo menos tinham qualquer coisa que apelava ao público. Estes novos (nem me vou dar ao trabalho de ver os nomes deles - profissionalismo é coisa que não abunda por aqui a escrever) são tão amorfos que por mim passam ao lado.


SPOILER

Depois, este filme é do mais previsível que há. Por exemplo (vem aí spoiler), a partir do momento em que sabemos que a gaja é filha do Barbossa, percebemos logo que o velho se vai sacrificar e morrer para a salvar. E é pena, porque se é para haver mais filmes destes, eu prefiro ver o cota que a gaja.
Depois, o filme cai na asneira de abusar na "suspension of disbelief". E eu sei que nos anteriores há ali cenas com maldições e fantasmas, etc. Mas aquela cena, que é uma espécie de imitação do assalto ao cofre no Fast & Furious 5, roçou o ridículo. Só que em vez de carros a puxar um cofre, tínhamos cavalos. 


Bem, é certo que ao quinto filme só é "enganado" quem quer. E é certo que é só uma desculpa para continuarmos a ver Jack Sparrow. Para muitos, ainda é engraçado. 

Que saudades dos tempos de Johnny Depp no Donnie Brasco, entre outros. Está a tornar-se numa caricatura de si próprio.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

TOP SITCOMS

As sitcoms (situation comedy) norte-americanas são uma tradição dos States já com mais de meio século. O país sempre esteve na linha da frente deste tipo de televisão.
Gostemos ou não, continuam a ser uma realidade em pleno 2017. Séries, muitas vezes gravadas ao vivo, com uma live audience, com reacções gravadas, nomeadamente os risos.
Confesso que sempre gostei, e continuo a gostar. Todos nós gostamos de pastilha elástica. Durante meia-hora tem sabor, e ao final de algum tempo deitamos fora.
Durante a minha juventude, foi graças à RTP 2 que conheci algumas, já que passavam umas três séries diferentes à hora de jantar.
Fica aqui um top daquelas que mais gostei. Vão desde os clássicos a preto-e-branco até às mais recentes. Por isso e sem ordem (a única ordem é a memória), aqui estão 12 sitcoms.

- FRIENDS (1994 - 2004)


Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Ross e Joey marcaram uma geração. É capaz de ser a mais bem sucedida de todas as sitcoms (no que a audiências diz respeito). É certo que as últimas duas temporadas foi uma espécie de arrastar, e são mesmo as piores das dez. O que realmente marcou esta série foi a diversidade dos personagens. Com 6 personagens tão diferentes, cada um de nós seria capaz de se identificar com cada um deles. Claro que eu sempre fui Chandler-team. Ou seja, o meu jeito com as mulheres, o meu jeito para ser desajeitado, etc. Foi a série que mais vezes vi os episódios (vezes em conta).

- SEINFELD (1989 - 1998)


Não vi Seinfeld na altura em que passou pela primeira vez. Graças às reposições (obrigado SIC Radical) e graças aos DVDs, pude apreciar aquela que se diz que é a série sobre nada. Afinal é só sobre o quotidiano de todos nós. E George Constanza é o maior.

- SPIN CITY (1996 - 2002), Cidade Louca


Michael J. Fox era aqui já adulto, mas sempre com aquela cara de puto do Regresso ao Futuro. Aqui trabalha directamente para o mayor de Nova Iorque, e os episódios passam-se 80% do tempo na câmara. A série apanhou já parte da doença que afecta Michael J. Fox, e por isso nas últimas temporadas foi substituído por Charlie Sheen. O episódio da despedida ainda hoje me marcou.

- FAMILY TIES (1982 - 1989), Quem Sai Aos Seus


Antes de Michael J. Fox ser a mega-estrela de cinema, era uma estrela de televisão graças a este Quem Sai Aos Seus. A história de uma família típica americana: uns pais democratas com três filhos. O mais velho, Alex P. Keaton (a estrela da série) é um ultra-conservador. Episódios hilariantes, outros tocantes. Foi mantendo a qualidade ao longo das temporadas. 

- FAMILY MATTERS (1989 - 1998)


Mais uma sitcom que conta as desventuras de uma família. Desta vez entramos na realidade da vida de uma família afro-americana. Acontece que esta família tem a companhia do vizinho Steve Urkel, o maior desastrado da televisão. No entanto, e com a voz característica que lhe é conhecida, apenas vi a versão dobrada em francês e foi com essa que cresci.

- TWO AND A HALF MEN (2003 - 2015), Dois Homens e Meio


Foram doze temporadas, e acompanhei-as todas. Sim, mesmo aquelas que já tinham o Ashton Kutcher em vez de Charlie Sheen. Infelizmente a série ficou mais conhecida pela vida do seu actor principal fora da série. É certo que a determinada altura, o título deixou de fazer sentido. O "meio-homem" aparecia muito esporadicamente. Sim, no final havia episódios maus, mas caramba, divertia-me sempre. 

- HOW I MET YOUR MOTHER (2005 - 2014), Foi Assim Que Aconteceu


Vista como a substituta de Friends, esta acaba por ser um pouco diferente, apesar de algumas histórias serem muito parecidas (inspiradas). Claro que aqui destaco sempre a personagem de Barney, o melhor engatatão e a razão de não nos importarmos de usar fato e gravata. O que retenho daqui? Um dia, uma amiga colorida da faculdade disse que eu era uma mistura de Ted e Barney, e eu aceitei aquilo como um grande elogia, mesmo que não perceba bem onde ela foi buscar essa ideia.

- GREEN ACRES (1965 - 1971), Viver No Campo


Uma das clássicas que passava na RTP 2, e eu adorava aquilo. Um casal endinheirado da cidade decide mudar-se para o campo e levar essa vida. E depois tinha lá um porco que era uma autêntica estrela.

- BEWITCHED (1964 - 1972), Casei Com Uma Feiticeira


A história de um casal normal, em que a esposa é só uma bruxa. Só a vi uma vez, mas acabou por me marcar. Foram horas de jantar em frente à televisão a rir com isto.

- SABRINA, THE TEENAGE WITCH (1996 - 2003), Sabrina, a Bruxinha Adolescente


Uma série juvenil que acabou por marcar a minha juventude. Adorava a miúda, que era uma espécie de girl next door. Aqui fazia de bruxa e tinha de manter o segredo aos humanos. Depois tinha um gato que era do mais sarcástico que existia, o Salem Saberhagen

- OFF CENTRE (2001 - 2002)


Na ressaca do filme American Pie, vem uma série dos mesmos criadores e com parte do elenco. O público norte-americano não estava pronto para as piadas brejeiras da série, e por isso apenas durou temporada e meia. Aqui, dois amigos partilhavam apartamento e juntamente com os amigos tinham as "típicas" aventuras de quem vive em Nova Iorque. Gostei muito daquilo e ainda hoje me recordo de algumas cenas específicas.

- THE BIG BANG THEORY (2007 - presente), A Teoria do Big Bang


A única série que ainda não terminou. A série que se define como nerd is the new sexy. Porque um grupo de nerds, que não se dá muito bem no mundo real, acaba por dar azo a muitas gargalhadas. E depois temos personagens muito diferentes uns dos outros. Temos um indiano que não consegue falar com mulheres, um judeu que pensa ser uma sex-machine, um neurótico asmático, o sobredotado que não sabe reconhecer o sarcasmo, a vizinha boa como o milho (ai Penny). Sim, as séries vão-se arrastando com mais do mesmo. Mas caramba, tenho sempre a certeza que durante vinte minutos solto umas quantas gargalhadas (eu sou de riso fácil).