sexta-feira, 12 de agosto de 2016

STRANGER THINGS (2016)


Parece que a Netflix se anda a especializar em séries que agarram as pessoas. Desta vez a fórmula é relativamente simples. Há um grupo considerável de pessoas que é nostálgico (como eu). Pessoas que estão agora na casa dos 30/40 anos, e para quem os anos 80 foram de crescimento. Para quem, como eu, cresceu nos anos 80, esta série terá sempre algo especial. "Ambientada no ano de 1983, Stranger Things decorre na fictícia cidade de Hawkins, onde um garoto de 12 anos desapareceu misteriosamente sem deixar rastro. Enquanto procuram por respostas, a polícia local, a família e os amigos acabam mergulhando num extraordinário mistério envolvendo experiências secretas do governo, forças sobrenaturais e uma miúda muito estranha." (roubado na Wikipedia).  
Uns dirão que é o decalque de tudo o que se fez nos anos 80. Outros dirão que se trata de homenagem. A linha que separa estes dois conceitos é muito ténue. O que é certo é que a representação dessa década é quase perfeita. Claro que a introdução de elementos dessa época por vezes era descarada e nada subtil. Mas quem se importa com isso. Naquela altura, tudo o que vinha da máquina de São Spielberg ou São Lucas (o George) era obra-prima, e isso foi tudo aqui aproveitado. 
É impossível não pensar em ET, Goonies, Star Wars, Stand By Me, Alien e mais umas centenas de referências. Eu lido bem com isso pois eu sou um nostálgico por natureza. Não me importo que copiem, desde que o façam bem. E aqui é tudo em bom. A começar na música do genérico, que é toda ela "decalcada" de John Carpenter. 
Mas há duas coisas que se destacam na série. Primeiro a escrita. Todos os capítulos estão muito bem escritos, entrelaçando-se de forma muito coesa. E depois, principalmente, o elenco. A personagem da Winona Ryder irrita um bocado nos primeiros episódios. Mas o raio dos putos vão todos muito bem, com destaque ao puto "sopinha de massa" (Dustin) e à miúda que é a "experiência" secreta do governo (Eleven). A química entre o grupo de miúdos é toda muito boa. Parecem amigos desde sempre.

De resto, a série assusta quando tem de assustar, é intrigante. E depois, como tem apenas 8 episódios, vê-se muito bem de rajada. 

Acho que vou fazer uma petição para que todas as séries tenham apenas 8/10 episódios no máximo. 

Série perfeita para fãs dos anos 80 e para quem queira conhecer melhor essa década.




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

TRUE STORY (2015)


Já lá vai o tempo em que se ia ao cinema apenas por causa dos actores. Hoje em dia, isso é raro acontecer. Está mais relacionado com o hype que se cria em torno de um filme. Acontece que se não fosse pelos actores, eu nunca teria pegado neste filme. Num destes dias, estava eu a fazer uma busca por filmes na televisão para pôr a gravar e posteriormente ver. Apanhei um filme, pouco conhecido, que tinha o James Franco. Como sei que a minha mulher gosta do gajo, lá gravei, como bom samaritano que sou. Ela deve gostar das covinhas e ar maroto do Franco. Eu até acho que é bom actor, se lhe derem o papel certo. 
Num destes dias, e sem nada de jeito na televisão (200 canais e uma pessoa não vê nada). Lá pus o filme, e percebi que o filme era um drama daqueles de investigação jornalística e criminal. 
O Franco é acusado de matar a mulher e filhos. O Jonah Hill é um jornalista caído em desgraça que vai escrever um livro da história. 
Confesso que gostei do filme. É daqueles casos em que é muito "parado". Se eu tivesse 15 anos, tinha desistido aos 10 minutos de filme. Basicamente temos ali apenas as conversas entre os dois protagonistas. O espectador vai tentando perceber se o Franco é mesmo culpado daquilo que fez. Vamos tentando adivinhar um possível twist. Eu daria o meu testículo do meio se o final do filme fosse como o do Primal Fear (o filme com o Richard Gere e Edward Norton). E o grande problema do filme é mesmo final. Talvez por se tratar do velhinho "baseado em história verídica" (esse embuste de massas), acredito que tenha ficado limitado. Se houvesse ali liberdade para fazer algo mais arrojado, e teríamos aqui um filme para guardar. 
Assim sendo, o filme vale-se pelas performances da dupla e diálogos cativantes. 
Também temos um miminho extra que é a presença da Felicity Jones, mas aqui subaproveitada.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

BLOW OUT (1981)


Houve um tempo em que John Travolta era um actor magro. A sério... Os miúdos podem ir pesquisar. Nos anos 70 era mesmo um sex-symbol de adolescentes sedentas de carne. O gajo era o rei das pistas de dança, tinha tido o mega-sucesso com Grease. Depois vieram os anos 80, onde tentou fazer um tipo de cinema mais "sério" (odeio esta expressão). Tentou ir por outros caminhos. Se bem que o Saturday Night Fever é mesmo um filme sério, um belíssimo drama. 
Em 1981 cruza-se com Brian De Palma para protagonizar este Blow Out. Na verdade, o gajo já tinha entrado no Carrie, mas aí era um papel substancialmente mais pequeno.

E se já houve tempo em que Travolta era magro, também existiu um tempo em que eu era um puto estúpido. E porque é que digo isto? Ora, a primeira vez que vi este filme tinha borbulhas na cara e queria era explosões, porrada e/ou mamas. Este filme só oferece mamas, e durante pouco tempo no início. Tinha achado o filme uma valente seca. Acontece que voltei a ver este filme 20 anos depois da primeira vez. Agora com um olhar mais cuidado do cinema. Mesmo que ainda me interessem mamas e porrada, os meus gostos evoluíram. 
E aos 33 anos, o que é que eu acho deste filme? É provavelmente o melhor filme do De Palma (pelo menos anda lá perto). 
A história deste De Palma é aparentemente simples. Um técnico de som (Travolta) está a gravar sons. Enquanto grava esses sons, é testemunha auditivo de um aparente acidente. Depois são conspirações políticas até chegar ao desenlace. A primeira parte do filme é muito boa. Toda a investigação que o Travolta faz, a relação com a sobrevivente do acidente (Nancy Allen - lembram-se dela no Robocop?), o "trinity killer" (o excelente John Lithgow) a fazer de tudo para apagar as provas.
O problema é a segunda parte, que foi mais a pontapé. Parece que foi feita a correr. Então a cena final é de uma pessoa ficar a pensar: "então, mas acaba assim???"

Ainda assim, Brian De Palma tem um estilo muito próprio de filmar. O jogo de câmara, o som (e por vezes a falta dele), as sombras, etc... Por vezes fiquei a pensar que tinha ali muito de Hitchcock.

Não fosse o último terço do filme e seria excelente. Assim é "só" muito bom.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

STAR TREK: THE ORIGINAL SERIES - THE ENEMY WITHIN

Aos 33 anos, será que ainda vou a tempo de ver os cerca de 800 episódios e mais de dez filmes do universo de Star Trek? A reposta é simples. Sim. Até porque tenho contrato com o senhor lá de cima que diz que antes dos 100 anos eu não morro. Por isso, e porque mais vale tarde que nunca, aventurei-me neste universo. Começo naturalmente pela Original Series. Lá vou eu à Wikipedia ver que ordem tenho de seguir, pois sou um analfabeto nestas coisas. Vi um ou outro filme. Das séries nunca tinha visto nada. A verdade é que nunca fui "trekkie". Sempre fui mais Team Star Wars. Não sei porquê, rejeitava mesmo antes de ver. E no entanto, Star Wars e Star Trek são coisas absolutamente diferentes.
Aqui vou colocando os meus episódios preferidos (até para memória futura).

O primeiro episódio favorito é The Enemy Within. Uma avaria no transportador faz com que o Kirk seja duplicado. Só que a cópia é meio-maléfica. Ou seja, o vilão deste episódio é o próprio Kirk.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

BEST HERO/VILLAIN RELATIONSHIP

Normalmente os grandes filmes têm excelentes vilões. Há sempre aqueles que mais nos marcaram. Em muitos filmes, vilão e herói estabelecem relações em que ambos são quase inseparáveis por algum motivo. 
Não sei porquê, um destes dias comecei a pensar nisso mesmo. Há filmes em que essa relação é especial. E não estou a falar de relações especiais como há na adolescência, do género de amizades coloridas. 
Por alguma razão, lembrei-me destes filmes. Não se trata de nenhum top em especial. Não há ordem nem preferência. São apenas alguns filmes que me marcaram e em que o bom e o mau da fita se complementam (é possível que daqui a umas horas me tenha lembrado de outros exemplos).

- JOKER / BATMAN in The Dark Knight (2008) de Christopher Nolan


A cena do interrogatório ao Joker bastaria para a incluir nesta lista. Parece que houve ali algum improviso do Bale e do Ledger

- JOHN MCLANE / HANS GRUBER in Die Hard (1988) de John McTiernan


A partir do momento em que Hans Gruber se faz passar por vítima. Alan Rickman é mesmo um actor do caralho.

- SEAN ARCHER / CASTOR TROY in Face/Off (1997) de John Woo


Adoro ver o Travolta quando fica na pele de vilão. E depois a cena em que o John Travolta visita o Cage na prisão é tão boa!!!

- DARTH VADER / LUKE SKYWALKER in The Empire Strikes Back de Irvin Kershner


Pai e filho lutam. Um é o maior vilão do universo. O outro é aspirante a Jedi. Tinha de estar aqui na lista.

- VINCENT HANNA / NEIL MCCAULEY in Heat (1995) de Michael Mann


O melhor exemplo desta lista. Herói e vilão mal se cruzam. De Niro tem uma prestação como o "mau da fita" que nos leva a torcer por ele. Magistral.

- NORMAN BATES / MARION CRANE in Psycho (1960) de Alfred Hitchcock


Apenas conversam durante uma cena. Depois o Bates faz dela um afiador de facas.

- FREDDY KRUEGER / NANCY THMPSON in Nightmare on Elm Street (1984) de Wes Craven


Krueger atormentou Nancy durante 3 filmes. Filmes que serviram para que estes fossem inseparáveis. Curiosamente são os melhores filmes da saga.

- HANNIBAL LECTER / CLARICE STARLING in The Silence of the Lambs (1991) de Jonathan Demme


"Hello Clarice". As conversas entre ambos separados por um vidro ficaram na história.

- ANNIE WILKES / PAUL SHELDON in Misery (1990) de Rob Reiner


Um está agarrado à cama, a outra é uma tarada obcecada por uma colecção de livros.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

JURASSIC PARK (1993)


Se eu tivesse de escolher o filme mais importante da minha vida, esse filme teria de ser Jurassic Park. E não penso duas vezes. Por muitos Star Wars ou Back to the Future que possam ter existido, só este Parque Jurássico é que poderia ser a escolha. 
Já aqui escrevi sobre o filme e como ele é importante para mim. Ontem apanhei-o na televisão e naturalmente que tive de ficar a ver. Porque passados 23 anos da sua estreia, o meu carinho pelo filme ainda é o mesmo da primeira vez que o vi. E porque em 1993 eu tinha a idade ideal para ver. Quer dizer, não há idade ideal para ver este filme, mas para um puto de 11 anos, como eu tinha, a experiência de o ver pela primeira vez foi qualquer coisa do outro mundo. Imagino que tenha sido a mesma se eu tivesse 11 anos em 1977 e fosse ver a Guerra das Estrelas ao cinema.


Houve um tempo em que o velho Casino da Figueira da Foz tinha duas salas de cinema, e eram praticamente as únicas da cidade. A minha juventude foi passada muito por lá. Foram muitos os filmes. Foram muitas as experiências em ir ao cinema no Casino. Porque antigamente uma ida ao cinema era um ritual. Muitas das minhas idas ao cinema entre os meus 10 e 18 anos eu recordo com saudade. E lembro-me de todos os filmes que lá fui ver, com quem fui, se era tarde ou noite, etc. 
Em 1993 a sala de cinema do Casino parecia-me enorme. Acho que era por eu ser um puto e em proporção aquilo era mesmo grande. Lembro-me da excitação toda das semanas anteriores à estreia em Portugal. Vi o filme numa matiné, e como não havia lugares marcados, aqui o totó foi logo para a primeira fila. Devia querer ver o filme antes dos outros. Mas vibrei e fiquei o filme todo de boca aberta, maravilhado com o que estava a ver. Aquilo era dinossauros reais que estavam ali no ecrã. Nessa altura, vi apenas uma vez o filme no cinema. Não havia dinheiro para mais. Os miúdos de agora não sabem, mas não podíamos ir à net ver o filme. E o filme só saía em vídeo quase um ano depois. As semanas seguintes foram uma espécie de ressaca. Entre cromos, revistas e dinossauros em PVC, eu tentava ter tudo, mas não podia. Passados uns meses lá arranjei uma VHS com o filme. Durante uns meses, o filme deve ter passado todos os dias na minha televisão. Normalmente passava a primeira parte à frente para chegar à parte da ilha. Acho que era um puto um bocado estúpido. Mas eu queria era ver os dinossauros. Hoje em dia já vejo tudo. Há diálogos interessantes, são levantadas questões de ética, etc.


Sim, eu já vi o filme centenas de vezes. Ainda mantenho a minha velhinha VHS (mesmo não tendo leitor), mas que a guardo junto dos DVD e Bluray da trilogia. 
Sobre o filme em si, não consigo apontar uma falha que seja. Deve ter lá uma coisa ou outra, mas não vou ser eu a apontar. Apontar alguma coisa negativa ao filme é como estar a trair o nosso tio Spielberg. Steven Spielberg é um autêntico professor de como filmar. Lembro-me que andava no 9º ano e a professora de EVT (trabalhos manuais) usava o filme para falar de planos e tal. Há ali tanto para os novos realizadores aprenderem o que fazer para ter um blockbuster de sucesso. 
Senão vejamos: quem é que não vibrou com a primeira aparição do Braquiossauro? O meu coração ainda bate mais forte quando ouço a música do John Williams na cena em que chegam à ilha de helicóptero. E a cena do primeiro ataque do T-Rex?? E o advogado que é comido enquanto está na sanita? E os velociraptors? Aquela cena da cozinha, que é talvez a minha cena preferida de sempre do cinema. O filme são duas horas de emoções. Desde a adrenalina inicial, o medo, a excitação. Tudo tão bem conjugado.


Depois, quase que nos esquecemos dos actores. E aqui temos personagens a sério. Ou seja, não são uns meros "transeuntes" unidimensionais. Os putos não irritam. Não há ali nenhum action-hero. O Jeff Goldblum é o Jeff Goldblum. O velho é o que tem mais conteúdo. O advogado está lá só para ser morto (tinha de haver um personagem assim).
Vi ontem o filme pela enésima vez. Mas proximamente vou rever para o mostrar ao meu afilhado. E vou curtir como na primeira vez. Porque estes olhos com 33 anos voltam a ter 11. E isso dá-me um gozo do caralho.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

STRATEGIC COMMAND (1997)


Michael Dudikoff, essa lenda do cinema americano. O actor que faz parecer o Dolph Lundgren o Al Pacino (ou outro grande actor). Dudikoff começou bem a sua carreira com o filme American Ninja. Era porrada e metia ninjas. Esse filme teve algumas sequelas. Acontece que o gajo nunca deu o salto e ficou-se pelos filmes de série B. E não deu o salto por uma simples razão: ele era muito fraco na arte de representação. E na porrada propriamente dita, um qualquer Jackie Chan dava-lhe cabo do canastro em dois tempos. 
Este Strategic Command (nem sei o título em português) é um desses filmes básicos de série B dos anos 90. E era uma cópia descarada a um filme de relativo sucesso que era o Executive Decision - Decisão Crítica (o único filme em que o Seagal morre). A história é a mesma: sequestro num avião; equipa de resgate que entra à socapa no avião; mata-se os bandidos; end of story.

Coisas a realçar deste filme:
- O vilão principal do filme é daqueles que só faz de vilão. Só me lembro dele num filme do Jackie Chan, o Mr. Nice Guy. Aqui faz de vilão alemão com nome hispânico (Carlos) e apelido Gruber (onde é que já vi isso do Gruber? Para quem não se lembra de mais nenhum Gruber, era o vilão do Die Hard).
- Há lá um personagem interpretado pelo "Breaking Bad" Bryan Cranston. É uma espécie de comic relief. Lembram-se do jornalista que segue no avião do Die Hard 2? É isso mesmo. Aqui ele faz de jornalista mas medricas.
- E maior plot-hole: como é que alguém que nunca pilotou um avião, o consegue aterrar sem incidente nenhum? Aterragem ligeira.

Basicamente o filme é uma merda. Mas às vezes a merda nem cheira muito mal.

terça-feira, 19 de julho de 2016

BATMAN V SUPERMAN: DAWN OF JUSTICE (2016)


SPOILER ALERT

Primeira adenda: o Man of Steel foi a maior desilusão que tive no cinema. Foda-se... andei anos à espera do filme e no final sai aquela merda. Acontece que o Super-Homem é o meu super-herói favorito. E ainda não há um único filme que seja excelente. Mesmo o original com o Christopher Reeve é muito datado! Envelheceu mal como a merda. 
Depois do péssimo Man of Steel, já não tinha esperança nenhuma nesta sequela. Nem a presença do Batman me cativou. Mas decidi ver o filme. E vi a versão de 3 horas. As pessoas andam a dizer que melhora muito o filme. 
Bem, uma coisa é certa. esta sequela supera o original. O que não era difícil. Mas isso não quer dizer que este seja bom. Não o é. O maior problema é o estilo visual do filme. Como diria o Joker do Dark Knight: "why so serious?" Não gosto do estilo de Zack Snyder. Eu sei que isso é mais uma questão pessoal. Aceito que há quem goste, mas a mim não me entra na cabeça. É mais um "CGI fest". Depois, um filme deste género não pode ter 3 horas. Não há assim tanta coisa para contar que sejam precisos 180 minutos. O filme até começou bem. A primeira hora foi interessante com a introdução do personagem do Bruce Wayne/Batman (acho que dizer que o Bruce é o Batman não conta como spoiler). Depois o filme chega a meio. Faço uma sesta e acordo com o Batman a dar uma sova no Superman. Faço rewind. Ou seja, este filme tirou-me quase 4 horas da minha vida. Momento alto do filme: lá para o fim o Superman morre e coincidência, o Clark Kent também. Volta a velha questão: como é que ninguém reconhece o Clark como sendo o homem de aço. 
Sobre o elenco há sentimentos mistos. O Henry Cavill é o Clark mais insonso que conheço. Ainda bem que chegou a hora dele. O Ben Affleck não compromete mas também não é espectacular. Ainda prefiro o Michael Keaton e o Christian Bale. O Jesse Eisenberg faz sempre o mesmo papel de psicótico, mas acho que até foi o melhor do filme (sem contar com a Wonder Woman). Ainda assim, o que eu queria mesmo era o Micahel Rosenbaum do Smallville a fazer o papel. Gosto da Amy Adams mas é uma péssima Lois Lane. Que seca de personagem. Mil vezes a Teri Hatcher, a melhor Lois Lane de sempre. E finalmente a Gal Gadot, que vem agradar a vista aos homens e mulheres. 

Resumindo, faltou a este filme mais cenas da relação de Kent com o Wayne

Algo está mal quando o melhor filme do Superman é o Superman Returns que é talvez o mais subvalorizado dos filmes de super-heróis.

PS: porque razão a DC chama a mãe do Clark e do Bruce de Martha? Será mera coincidência?


quarta-feira, 13 de julho de 2016

TOP HARRISON FORD

Parece que o Indiana Jones está a ficar velho e hoje, no dia em que escrevo, o gajo faz 74 anos. E a menos que faça agora um grande filme, estes são os dez filmes com ele que mais me marcaram. Claro que tem dois personagens icónicos (apenas escolhi um filme de cada saga). Os restantes poderão não ser os melhores, mas são aqueles que mais me marcaram por alguma razão. Por isso, e por ordem cronológica, seguem os meus dez filmes preferidos de Harrison Ford.

- STAR WARS (1977), Guerra das Estrelas, de George Lucas


Porque é o meu preferido da saga e porque "he shot first".

- APOCALYPSE NOW (1979), de Francis Ford Coppola


Apesar do pequeno papel, este é talvez "O" filme de guerra.

- INDIANA JONES AND THE TEMPLE OF DOOM (1984), Indiana Jones e o Templo Perdido, de Steven Spielberg


Porque é o meu favorito da saga, mais divertido, mais aventura, mais tudo.

- WITNESS (1985), A Testemunha, de Peter Weir


- FRANTIC (1988), Frenético, de Roman Polanski


- THE FUGITIVE (1993), O Fugitivo, de Andrew Davis


- THE DEVIL'S OWN (1997), Perigo Íntimo, de Alan J. Pakula


Mesmo com o sotaque do Brad Pitt.

- AIR FORCE ONE (1997), Força Aérea 1, de Wolfgang Petersen


"Get off my plane"

- SIX DAYS SEVEN NIGHTS (1998), 6 Dias 7 Noites, de Ivan Reitman


- WHAT LIES BENEATH (2000), A Verdade Escondida, de Robert Zemeckis


Porque me deixou um arrepio na espinha e tem uma grande MILF com a Michelle Pfeiffer.

terça-feira, 5 de julho de 2016

LONDON HAS FALLEN (2016)


Por vezes decidimos ver um filme que sabemos que à partida é mau. Who cares? Houve alguém um dia que disse, e passo a citar: "prefiro um mau filme que me entretenha do que um bom filme que me aborreça".
Nos anos 80 e 90, havia um género de filme que estava muito em voga. Era um subgénero de acção. Eram os filmes em que tínhamos um action-hero que matava todos os bandidos que lhe apareciam à frente. Normalmente a história era muito básica, do tipo de vingança ou resgate.
Há uns anos saiu um filme surpresa que se encaixava na perfeição neste sub-género. Olympus Has Fallen era uma espécie de Die Hard, mas onde substituíamos um arranha-céus pela Casa Branca. Apenas uma diferença: o Die Hard era legitimamente bom. O Olympus nem por isso. Teve um relativo sucesso e pumba, a respectiva sequela. Passamos da Casa Branca e passamos para a cidade de Londres.
A história não interessa muito. O filme é basicamente o mesmo. CGI muito manhoso; cenas de acção à grande. O melhor do filme é que não se leva demasiado a sério. É apenas um filme de acção "over the top". Óptimo para ver num sábado à tarde acompanhado de umas minis e amendoins. Reviver um pouco o espírito dos anos 80. 
É bom? Claro que não. É de ver? É pois.