terça-feira, 17 de abril de 2018

FRIDAY THE 13TH PART 2 (1981)


Sexta-Feira 13, o original, é um clássico. Mas os que se seguiram também, mais não seja porque nos trouxeram Jason Voorhees. E só isso, já é um "must".
Neste segundo filme a história é igual ao primeiro, sem tirar nem pôr. Mas digo desde já que é igual mas em melhor.
A história começa logo (antes do genérico) com a miúda que sobreviveu no primeiro filme. E aqui ela serve, apenas e só, para nos recordar o que se passou antes. Ela está a sonhar com os acontecimentos do filme e como matou Pamela Voorhees. Acorda e pouco depois é morta por Jason. Pumba e começa genérico do filme. Foi uma boa forma de nos recordar o argumento do primeiro e despachar logo a gaja que sobreviveu. Assim não fica ninguém como testemunha. 
Mais, este prólogo serviu para nos introduzir um cliché repetido milhares de vezes: o jump-scare com um gato. Ou seja, quando parece que vai aparecer o vilão, afinal é só um gato que fez barulho. Segundos depois, aparece realmente o vilão.


Depois começa realmente o filme:novo grupo para ser trucidado é apresentado. E, em comparação, este grupo é bem melhor que o grupo do filme original: melhores actores, melhores personagens. 
Aqui a história é, outra vez, básica: grupo de jovens estão em formação para ser monitores em acampamentos. Vão para um sítio ao lado do Crystal Lake, e depois vão sendo mortos. 
O que acontece neste filme é seguido à risca pelas regras sobre filmes de terror. Aquelas regras que nos eram apresentadas no Scream. Meninas que mostrem as maminhas e pessoas que pinem são mortas. E aqui há meninas que andam com calções a mostras as abébias (gosto muito desta palavra) do rabo, há maminhas empinadas, há sexo. E todas as pessoas que se incluam nesse grupo são mortas. Aliás, até a regra clássica: a dada altura, uma gaja, antes de ir pinar o gajo da cadeira de rodas, diz a seguinte frase: "I'll be right back". O que é certo é que não voltou. E o maior ponto negativo deste filme é esse mesmo: não se vê a morte da miúda. Vemos um plano dela a gritar e foi só isso. Para um slasher, não se deveriam conter. 
Mas o filme tem muitas coisas positivas:
- existem muitos planos filmados na perspectiva do assassino. Isso coloca o espectador na primeira pessoa, ou seja, somos nós, o público, que vigia aquelas pessoas. 
- a morte do gajo de cadeira de rodas é bestial, com uma catana na cabeça/ombro.
- gosto do figurino do Jason. Ainda não tem a famosa máscara de hóquei. Aqui é mais humano, apesar de terem dito desde o início do primeiro filme que tinha morrido afogado em criança. E o saco de batatas que tem na cabeça acaba por ser giro.
- a clássica cena final, da morte do Jason. Toda a cena está bem construída e preparada desde o início. A chamada "final girl", a Ginny, é a heroína, e aqui ela é mais que a típica gaja em perigo. Tem mais "sumo". É esperta, e usa a sua inteligência e estudo em psicologia, para lutar contra o Jason, nomeadamente quando assume o papel de mãe para confundir o assassino. Ela mostra um sangue frio que não se vê muito nestes filmes.  Muito bom.

No geral, é um filme muito melhor que o primeiro: melhores actores, o que resulta em melhores intereacções entre personagens. Já temos o Jason. A Ginny é bem melhor, mais inteligente e astuta que a gaja do primeiro filme.
Basicamente, um dos melhores da saga.

TOP Friday the 13th (até ao momento):
Friday the 13 Part 2 (1981)
Friday the 13th (1980)

sábado, 14 de abril de 2018

FRIDAY THE 13TH (1980)


Ah, o bom e velho slasher.. Aquela vontade de ver putos trucidados de todas as maneiras e feitios por um assassino de máscara (ou sem ela). A fórmula é velha, e tomou em "Sexta-Feira 13" um dos seus picos. Jason Voorhees passou a ser um nome a reter e juntou-se a Michael Myers como reis dos assassinos. E sim, eu sei que Jason não é o assassino deste filme, o original. É spoiler, mas um spoiler com quase 40 anos. O Krueger alistou-se pouco depois e completou o trio maravilha do género. (Eu também sei que há mais - Leatherface, Pinhead, etc - mas estes três foram os mais populares.)

Eu sempre fui mais do team-Myers. Halloween (o do Carpenter) é ainda um dos melhores filmes de terror puro de sempre. Mas há uns anos (muitos), quando a RTP 2 passava o mítico ciclo "5 noites 5 filmes", descobri com olhos de ver alguns dos filmes desta saga de Jason. Confesso que não me lembro quais eram, até porque grande parte deles são iguais. E fiquei fã.

Mas vamos ao original. A fórmula era simples, como se quer neste tipo de filmes, e copiada até à exaustão: grupo de adolescentes, normalmente sedentos de sexo, vão para um acampamento e acontece que há lá um assassino que os vai matando um a um, até sobrar uma sobrevivente.
Aqui há todos os clichés que nos habituámos a ver neste tipo de filmes, mas foi aqui que tudo começou. Mamas, sexo, assassino de faca em punho, sangue... A juntar a isso, temos uma banda-sonora que em certas partes faz lembrar Psycho, e um tema mais conhecido que, dá pistas, quase imperceptíveis, sobre o assassino. 


Um filme para lembrar onde tudo começou, e que nos introduziu ao mundo de Jason, mesmo que ele ainda não esteja por lá. Já agora, também deu ao mundo do cinema um muito jovem Kevin Bacon, antes de se tornar a estrela que é hoje. 

Vale bem a pena, mesmo não sendo o meu preferido, pela única razão que falta Jason.

quinta-feira, 15 de março de 2018

TOMB RAIDER (2018)


Parece que Hollywood não desiste da sua busca do Santo Graal: fazer um filme de jeito baseado num jogo de vídeo. Existem alguns, que gajos como eu, da minha geração, curte ao máximo. Mortal Kombat - acompanhado da banda-sonora que toda a gente conhece - é um exemplo disso, mas convenhamos que o filme era fraquito. O Super Mário, apesar de ser um guilty-pleasure meu, é mau. Dos Resident Evil é melhor nem falar. Os Tomb Raider da Angelina são outros guilty-pleasures. Aqueles mais recentes, Assassin's Creed e Warcraft, são aborrecidos e sem história. E como estes, mais exemplos eu podia dar. 

Desta vez, para voltar a fazer o reboot de Lara Croft, a receita é a mesma: pegar numa actriz Oscarizada recentemente, e fazer dela heroína. A história? A história que se lixe. Mas quanto a isso já lá vamos.

O meu conhecimento do universo de Lara Croft resume-se ao cinema. Nunca fui de jogar os jogos, por isso só conheço mesmo os filmes da Angelina Jolie. Por isso, para mim é impossível não cair em comparações. Mas se a Angelina era baseada numa Lara Croft mais sexy, com mais curvas (a dos primeiros jogos), a personagem da Vikander baseia-se mais no reboot do próprio jogo (creio que de 2013). Aliás, nos tempos que correm, do politicamente correcto e de movimentos como o #MeToo e outros, a Lara Croft da Angelina não se fazia. É que, apesar de ser uma heroína cheia de skills e que dá cabo dos homens, também é vista quase como um objecto sexual aos olhos dos homens. E isso agora, nem pensar. E sim, a Lara Croft da Angelina acompanhou os sonhos molhados de muito gajo tarado (onde eu me incluía). 


Sobre este mais recente, não será este filme a descobrir a pólvora dos filmes baseados em jogos. Mas também não cai na vergonha. Entretém e tal, cai no mesmo erro de tantos outros, que é deixar a história para segundo plano com alguns plot-holes que até uma criança de 6 anos apanha. 
Confesso que nunca tinha ido muito à bola com a Alicia Vikander, mas fiquei 100% convencido e ela foi mesmo o melhor do filme. Claro que as cenas de acção estão todas nos trailers, por isso resta pouco para surpreender. Aqui, ela é mais "humanizada" que nos filmes anteriores, se bem que ela passa por tanto e nunca estica o pernil. Mas isso eu perdoo... 
No geral, preguiça na escrita, muito bom desempenho da estrela, cenas "sacadas" dos jogos. 
No próximo, se se preocuparem mais com a história, pode ser que finalmente façam um bom filme de aventuras baseado num jogo de vídeo.


PS - faltou uma cena com a Lara Croft no duche, e isso é imperdoável.
PS 2 - adorei aquele final-shot do filme com a Lara com duas pistolas e de sorriso na cara.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

TOP 3rd MOVIES IN A FRANCHISE

Franchises, existem às centenas... Franchises de qualidade são menos. É que hoje em dia são sequelas atrás de sequelas. Se um filme faz um pouco mais de dinheiro, produzem logo uma sequela/prequela. E todos conhecemos sequelas de qualidade, que muitas vezes ultrapassam o original. Muitos consideram The Godfather Part II superior ao seu original, ou Terminator 2, etc. 
E terceiros filmes de um franchise? Isso é mais complicado, mas ainda assim existem alguns bons. É o que trata a lista de hoje. Não importa se são melhores que o original (isso é raro), mas se têm qualidade atestada por este que vos escreve. 
Por isso cá vai, e seguindo uma ordem cronológica, estes são os meus preferidos.

- FRIDAY THE 13TH PART III (1982), Sexta-Feira 13 - Parte III, de Steve Miner


Porque gosto dos filmes do Jason Voorhees, este é o primeiro onde coloca a famosa máscara que o caracteriza ao longo de todos os filmes. 

- STAR WARS: EPISODE VI - THE RETURN OF THE JEDI (1983), de Richard Marquand


Estive indeciso se incluiria este ou o Episódio 3. Claro que tinha que ser este. E eu até curto os Ewoks. E o final, com o Imperador e o Darth Vader é lindo e emocionante.

- A NIGHTMARE ON ELM STREET 3: DREAM WARRIORS (1987), Pesadelo em Elm Street 3, de Chuck Russell


Um dos meus preferidos da saga, feito pelo mago por detrás do The Mask.

- INDIANA JONES AND THE LAST CRUSADE (1989), Indiana Jones e a Grande Cruzada, de Steven Spielberg


Porque este era obrigatório aqui. A química entre Ford e Connery é do melhor que se vê no cinema.

- NATIONAL LAMPOON'S CHRISTMAS VACATION (1989), Que Paródia de Natal, de Jeremiah S. Chechik


Um dos melhores e mais divertidos filmes de Natal. Randy Quaid está o máximo.

- BACK TO THE FUTURE PART III (1990), Regresso ao Futuro 3, de Robert Zemeckis


Talvez a minha trilogia preferida. A mais perfeita. 

- ALIEN 3 (1992), Alien 3 - A Desforra, de David Fincher


Poderão estar a pensar porque raio incluí este filme aqui. Pois, porque gosto. E não estou a falar da versão de cinema, mas daquela cortada que há em DVD e Bluray.

- ARMY OF DARKNESS (1992), O Exército das Trevas, de Sam Raimi


"Hail to the king baby"

- LETHAL WEAPON 3 (1992), Arma Mortífera 3, de Richard Donner


Porque são 4 filmes maravilhosos e este introduz uma René Russo, e continua a ter Joe Pesci.

- DIE HARD WITH A VENGEANCE (1995), Die Hard: A Vingança, de John McTiernan


Para mim os que vieram depois não existem. John McClane is the man.

- SCREAM 3 (2000), Gritos 3, de Wes Craven


O primeiro é uma obra-prima do terror. Os que se seguiram não são, mas são muito bons.

- HARRY POTTER AND THE PRISONER OF AZKABAN (2004), Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, de Alfonso Cuarón


A partir daqui, a saga tornou-se interessante. E é claramente o melhor. 

- MISSION: IMPOSSIBLE III (2006), Missão Impossível 3, de J.J. Abrams


O primeiro era óptimo. O segundo era uma bosta de todo o tamanho. Regressar aqui era arriscado, mas caramba, que vilão. O melhor filme da saga.

- TOY STORY 3 (2010), de Lee Unkrich


Mais uma trilogia perfeita, que foi capaz de pôr os mais durões a chorar baldes de lágrimas.

- SKYFALL (2012), 007: Skyfall, de Sam Mendes


Casino Royale é o melhor filme de Bond da era Craig e um dos melhores da saga. Este terceiro é visualmente um estrondo. Que fotografia.

- THOR: RAGNAROK (2017), de Taika Waititi


O mais recente desta lista faz parte do mundo da Marvel. Mas isto não é um filme de super-heróis. É antes uma comédia do caraças. Não dá descanso no riso. E Jeff Goldblum??? Maravilhoso... Mas tem muito mais.


BLACK PANTHER (2018)


Bem, de vez em quando, tenho de dar o braço a torcer e dizer que a MCU lá acertou. Este é um desses casos. E porque é de risco. Imagino que os putos de 14/15 anos não gostem tanto deste filme, por uma razão muito simples: aqui é valorizada a história em detrimento da acção.
Atenção que tem cenas de acção, afinal trata-se de um filme da Marvel. Mas essas cenas acabam por ser o ponto negativo do filme. Cansavam-me a vista. Aquela mania dos 360º misturada com uma shaky-camera desnecessária.
Mas como dizia, aqui valorizamos a história. Apesar deste personagem já ter sido apresentado num dos filmes anteriores, aqui tomamos o tempo que é necessário para o conhecer. A ele e aos outros, nomeadamente o vilão principal. Temos a noção exacta das suas motivações porque podemos até estar "solidário" com ele.
Outro risco tomado foi a escolha do elenco: actores negros, mas não aquele "negro" quase branco da, por exemplo, Halle Berry. Atenção que não estou a dizer que se é menos ou mais "afro-americano" consoante o nível de "escuridão", mas aos olhos de quem vê, isso pode ter influência. Por isso eu acho que o "risco" correu bem: Chadwick Boseman, Lupita Nyong'o, Danai Gurira, Daniel Kaluuya e Michael B. Jordan (etc) são disso sinal. E por falar em Michael B. Jordan, o seu Killmonger torna-se (a par de Loki) no melhor vilão da MCU. O que também não era difícil, visto que há poucos que se aproveitam. Já agora, o Andy Serkis (Klaue) também está bem. Há lá uma cena que parecia que estava a ver o Gollum.
Depois é toda aquela ode ao continente africano, costumes tribais, paisagens, etc. Não deixa de ser bom ver um blockbuster homenagear assim um continente tantas vezes esquecido nas grandes produções de Hollywood.


No geral, é um filme que se coloca acima de um qualquer Avengers. Aliás, foi bom ver que poucas referências (aos meus olhos, pelo menos) foram feitas a esse universo, tornando assim o filme mais autónomo.
Em jeito de conclusão, digamos que este é uma espécie de "Rei Leão" dos super-heróis.

TOP MCU até ao momento:

10º Thor
11º Iron Man 3
12º Iron Man
13º Doctor Strange
14º Spiderman: Homecoming
18º Iron Man 2

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

THE INCREDIBLE SHRINKING MAN (1957)


Se um dos dias vos perguntarem quais os melhores filmes de ficção-científica de sempre, não se esqueçam de incluir este Os Sentenciados. Porque este filme é do caraças. É pena que tenha vindo naquela fase em que o género trazia filmes em catadupa, com todos os temas, monstros, etc. Mas este destaca-se dos demais. 
Aparenta ser um filmezinho banal de um tipo que vai encolhendo, mas é muito mais que isso. Aborda tantos temas, e isto num filme de hora e um quarto. 
Antes de mais, é um filme que vai directo ao assunto: nos primeiros minutos de filme, o personagem principal leva com um nevoeiro esquisito e a partir daí começa a encolher. Pumba, não há cá grandes prólogos que não interessam nem ao menino Jesus. E o filme é completamente revolucionário nos efeitos especiais: é ver os décors, os jogos de perspectiva. Tudo impecavelmente feito, e imagino o que terão sentido os espectadores na década de 50 a ver isto no cinema. 
Depois, este filme trata a solidão e sobrevivência como poucos. Uma espécie de "Cast Away" (aquele do Tom Hanks) mas dentro de casa. 
No essencial é um filme sobre a condição humana, o nosso lugar na Humanidade, e o que raio andamos a fazer neste Universo infinito. 
(Vou ignorar a parte religiosa da coisa, porque disso não percebo nada. Mas a figura do personagem faz lembrar uma espécie de Jesus Cristo.)

«To God, there is no zero. I still exist.»

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

THREE BILLBOARDS OUTSIDE EBBING, MISSOURI (2017)


Chega aquela época de prémios do cinema,e o que faz um gajo? Vai buscar aqueles screeners manhosos, com mais ou menos qualidade para pôr em dia aqueles filmes que em época "normal" nem lhes punha a vista em cima. Pois, ainda bem que esses prémios servem para alguma coisa, senão não sei se descobriria esta pérola do humor. 
Primeiro, este filme é de interpretações. E que interpretações!! Woody Harrelson, Frances McDormand fazem uns papéis do caraças, mas Sam Rockwell rouba o filme sempre que está em cena. Que representação do caral%&. E digamos que o personagem dele é o que tem mais que fazer, com um arco brilhante. Começa quase como um vilão desprezível e acaba como um BFF da personagem principal. 
Em segundo lugar, o humor neste filme. Brilhante (Tenho de alterar este adjectivo. Usado duas vezes em tão pouco espaço). Parece uma coisa saída dos primeiros tempos dos irmãos Coen. Sempre no momento certo, mesmo quando não esperava, lá tinha a pitada de humor negro, como eu gosto. 


Depois o filme é surpreendente. Quando pensamos que sabemos o que se vai passar, eis que não e alguma coisa acontece, quase como um murro no estômago. E, apesar de todo o humor negro, o filme consegue fazer-nos soltar uma lagrimita, principalmente com a história e desfecho da personagem de Woody Harrelson.

Resumidamente, este é daqueles filmes que eu adorava ter escrito.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

THE DISASTER ARTIST (2017)


Nos anos 90, Tim Burton fez um filme sobre a história daquele que era considerado o pior realizador de todos os tempos, o Ed Wood. Ora, neste século, não temos um Ed Wood, mas recebemos de braços abertos o Tommy Wiseau com o seu The Room.
Confesso aqui: ainda não vi o tão famigerado filme The Room. Tenho de preparar umas garrafas de vodka para me acompanhar nessa, vamos chamar-lhe, missão. Mas quis ver este filme "based on a true story". James Franco pega no leme e dirige e interpreta esta peculiar história. E deve ter sido difícil, pois seria muito fácil cair no tom de gozo. É muito fácil gozar com a figura de Wiseau, mas felizmente aqui, rimos muito (há momentos hilariantes), e acabamos por embarcar nesta viagem de forma quase sentimental. 
De realçar, naturalmente as interpretações dos manos Franco. Aqui, nenhum dos dois tem destaque em particular, até porque, tanto o James como o Dave têm o seu tempo de brilhar. O James tem neste filme o seu momento "Chuva de Estrelas", e isso percebe-se no final com as cenas comparativas. 
(Sobre as escandaleiras do alegado assédio de James Franco a mulheres, estou a cagar-me para isso. Espero que isso não se reflicta na carreira, porque eu até curto o gajo.)


sábado, 27 de janeiro de 2018

Rapidinha do dia: 1922 (2017)


Vocês sabem quando estão a ver um filme, e sabem que conhecem o actor principal, mas não se lembram de onde? Pois, aqui só me apercebi que o actor era Thomas Jane lá pelo meio do filme. E a culpa é toda dele: que desempenho magnífico. Ele embrenha-se de tal forma no seu personagem que fica irreconhecível. Nem parece o mesmo gajo que fez o Punisher.
Aqui a história é simples e eficaz: um homem mata a mulher com a ajuda do filho, porque esta quer vender as terras onde vivem, e ele não quer. 
Baseado numa "short-story" de Stephen King, este filme bem poder-se-ia chamar, simplesmente, "Ratos", e quem viu o filme percebe porquê. O filme é bom, apesar de sofrer um pouco pelo ritmo, nomeadamente na segunda metade do filme. Apesar de ter apenas 100 minutos, não era preciso tanto tempo. Um filme que trata a temática da "culpa" de uma forma cheia de suspense. 
Recomendo!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

THOR: RAGNAROK (2017)


Quem me conhece sabe que não propriamente o maior fã dos filmes da Marvel (MCU em particular). Ainda por cima, os dois filmes anteriores do Thor não grande coisa, mesmo para os maiores fãs deste universo. 

Acontece que este filme é diferente: manda tudo para o galheiro e faz deste Ragnarok um dos melhores MCU
O que posso então dizer sobre este: isto não é um filme de super-heróis que tem elementos cómicos pelo meio. Nada disso... isto é antes uma comédia pura com elementos de filme de super-heróis. E, pessoalmente, isso para mim é o que basta para me agradar. Quero lá saber se não se enquadra muito bem no resto da saga. Ainda bem que assim é. 


Porque começa logo na cena inicial com aquele vilão feito de lava, ou lá que merda era aquela. Aqui o que menos interessa é mesmo o vilão. Aliás, ter a Cate Blanchett como vilã é um desperdício de talento. O que queremos ver é a interacção entre todos os personagens mais cómicos. Um Jeff Goldblum a fazer de Jeff Goldblum é sempre positivo. Um alien feito de pedra com vozinha peculiar é de aproveitar. A cena com o Dr. Strange foi demais (e aquele piscar de olho ao Sherlock Holmes foi bestial). A reacção do Loki ao ver o Hulk "brincar" com o Thor é qualquer coisa... Enfim... são tantas e tantas cenas de comédia pura. Nem dá tempo para respirar: seja comédia de situação, enganos, linguagem, etc. São duas horas de puro entretenimento, galhofa da boa.
(É possível que o testo esteja uma salganhada, mas caramba, ainda me estou a rir só de lembrar algumas cenas.)

TOP MCU até ao momento:

1º Guardians of the Galaxy
Thor: Ragnarok
9º Thor
10º Iron Man 3
11º Iron Man
12º Doctor Strange
13º Spiderman: Homecoming
17º Iron Man 2