sábado, 8 de julho de 2017

Rapidinha do dia: RESCUE DAWN (2006)


Alguma coisa vai mal quando tens 34 anos em 2017, dizes-te cinéfilo, e só agora é que vês um filme de Werner Herzog. E só digo que ainda é possível fazer bons filmes sobre a Guerra do Vietnam. Ajuda a ter prestações notáveis de Christian Bale, Steve Zahn e Jeremy Davies e o seu total compromisso à Arte.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

WONDER WOMAN (2017)


Sou um gajo heterossexual, e como tal aprecio mulheres. E aqui não sou esquisito em relação a raça ou credo. Apesar de por vezes ser um bronco insensível, tenho a esperteza para perceber que, mesmo vivendo em pleno séc. XXI, ainda somos uma sociedade machista. E sinceramente não percebo porquê: o mundo sempre foi liderado principalmente por homens e é o que se vê. Tenho fé que as coisas vão mudando. Se bem que existem uns grupos de feministas que estão mais interessadas não na igualdade de género mas em retirar de alguma forma direito à raça masculina. Mas isso já são outras questões que não interessam nada.
Ora, no cinema esse machismo também sempre existiu, mas também sempre houve quem tentasse lutar contra isso. Colocar uma mulher como heroína num filme de acção não é o mais usual mas vai existindo, umas vezes de forma mais bem sucedida, outras nem por isso.
Eu próprio poderei ser um culpado por esse machismo. Por vezes gosto de apreciar a mulher apenas pelo corpo, numa espécie de objectificação do sexo feminino. Assumo a minha culpa. Quantas vezes não vejo determinado filme apenas porque tem "gajas boas". Por que razão eu gosto tanto de DOA: Dead or Alive? O filme é mau mas tem gajas boas de bikini a lutar.

Há sempre nomes de personagens que vêm justamente à nossa memória. Para um tipo da minha geração, a primeira foi talvez a Princesa Leia (Carrie Fisher) na Guerra das Estrelas. Todos os outros gajos da minha geração lembram-se de Sarah Connor (Linda Hamilton). Eu não... A culpa não é dela, mas simplesmente porque odeio Terminator.


Já neste século apareceu uma daquelas mulheres de sonho (pelo menos para mim). E estou a falar de Angelina Jolie nuns calções curtos a fazer de Lara Croft. Se há actrizes que nasceram para interpretar determinados papéis, este é um exemplo claro disso. Os filmes podem não ser grande coisa, mas caramba, aquela personagem povoou os meus sonhos anos a fio. Mais recentemente uma miúda deu nas vistas. Não era propriamente uma mulher feita, mas antes uma menina com ar angelical que despachava bandidos ao pequeno almoço. Hit Girl do Kick Ass é talvez a mais politicamente incorrecta e deliciosa personagem que apareceu nos últimos anos no cinema.

Existem muitos mais exemplos de mulheres heroínas nos filmes de acção, no entanto estas eram as mais memoráveis aqui para o escriba.

Isto até 2017. Bendito ano em que deu à costa a Mulher Maravilha. E quem diria que um filme da saga de Man of Steel poderia ser bom?
Confesso que não fiquei maravilhado com a escolha de Gal Gadot para o papel principal. Erro meu. Só a conhecia da saga Fast and Furious e ela era a personagem menos interessante dos filmes onde aparece. E não conseguia vislumbrar ali grande coisa. Acontece que aqui nem parece a mesma.
O filme em si aparenta ser mais um das centenas de filmes de super-heróis que sai todos os anos. Sinceramente não sei até onde vai esta febre dos "comic book movies". Mas hoje são uma realidade e temos de viver com ela, afinal temos sempre a opção básica de não os ver, caso estejamos saturados.
Para mim, este destaca-se em relação à grande maioria do que vai saindo, e sim, muito por culpa de uma mulher que é mais que um corpo bonito.


SPOILERS

Primeiro, este é um filme de época, e para mim isso ajudou. Na rival Marvel, o melhor filme da MCU (opinião pessoal) era o primeiro Captain America, e os dois filmes passavam-se durante as guerras mundiais.
Depois a realizadora percebe que não interessa mostrar só acção. Aqui há muito mais que isso. Aqui conseguimos ganhar interesse e afeição pelos diversos personagens, daí que o final (SPOILER) com o sacrifício do personagem do Chris Pine tenha sido, por um lado, surpreendente, e por outro emotivo. Um filme que toma o seu tempo em cada cena.
Consegue-se ainda um equilíbrio das emoções ao longo das 2h20. Há tempo para vibrar com as cenas de acção, há tempo para rir nos momentos de comédia, e há tempo para estar emocionalmente conectado à história e personagens.
Visualmente o filme resulta. Ao contrários dos anteriores filmes deste universo (Man of Steel e Batman v. Superman) este tem muita cor. Talvez se tenha abusado nas cenas em câmara lenta. Mas de vez em quando esta opção resultava em grande.
De resto eu só queria a Gal Gadot... em cada cena ela enche o ecrã. E naquela cena em que ela salta de uma trincheira e avança em direcção ao inimigo, quase que me dá vontade de chorar.

Negativamente, o normal neste tipo de filmes: o inimigo. E nem é culpa do actor. Mas o personagem não tem carisma. 
Também o início do filme me pareceu meio nhec (termo para designar "falta de sal"). Aqueles diálogos não me soavam de forma natural, talvez porque ainda não estava suficientemente embrenhado na situação.

No geral, é um dos grandes filmes de super-heróis e finalmente um tiro certeiro da DC, depois dos últimos desastres.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

TRANSFORMERS (2007; 2009; 2011; 2014)


Existe as sagas de Star Wars, de Indiana Jones, de Regresso ao Futuro.... e depois, no mesmo patamar estão estes 4 filmes de Transformers. Dizer "no mesmo patamar" talvez seja exagerado..... ou melhor, é descabido. Porque sejamos sinceros: no geral, os filmes são cocó. Têm lá algumas coisas positivas, mas é cocó enfeitado com muitos efeitos especiais. Não terei muito a dizer sobre cada um, já que todos caem quase sempre nos mesmos erros. Por isso ficam apenas algumas notas que me lembro deles. Sim, porque eu revi os 4 filmes. Não incluo o filme de animação, pois não se enquadra no mesmo universo. E é muito bom, quando comparado com estes.


TRANSFORMERS (2007)

- 144 minutos??? Mas há assim tanta história para fazer um filme de quase duas horas e meia. O filme ganharia muito se tivesse apenas hora e meia. 
- O CGI é bom mas a merda das imagens tremidas estragam tudo!
- A Megan Fox tem um corpaço e o Michael Bay faz questão de o mostrar.
Shia LaBeouf é uma espécie de Tom Cruise em jovem. Passa muito tempo em correrias impressionantes. 
- John Turturro é o comic-relief e até fica fixe vê-lo nesse papel.
- TANTOS personagens para quê?? Eliminava-se por exemplo os pais do LaBeouf. Não servem para nada. E como eles, mais uma série deles.
- Andam os maus atrás de um cubo, e depois os bons vão escondê-lo na cidade? No meio da população desprotegida? Pelo menos assim há mais prédios para destruir no último acto.

Acaba por ser o melhor dos quatro.

TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN (2009)

- À falta de melhor vilão, optam por ressuscitar o Megatron. Porquê?
- A primeira imagem de Megan Fox (aquela em cima da mota com o rabo empinado) dava um óptimo calendário de oficina.
- Ridículas as cenas em que o LaBeouf fica maluco quando toca numa lasca do cubo do primeiro filme. E os argumentistas foram preguiçosos. Então o gajo passou o primeiro filme todo com o cubo na mão sem acontecer nada, e neste quando toda num pequeno pedaço, que ficou preso na camisola, e fica doidinho? WTF.. 
- Eu sei que o Turturro era o comic-relief no primeiro filme. Mas não era preciso pô-lo de fio dental!!! Too much..
- A quantidade de "piadas" sexuais também é exagerada. Então um robot a pinar com a perna do Megan Fox chega a ser triste.

Acaba por ser o pior dos quatro. Não tem pés nem cabeça. Uma salganhada de todo o tamanho. Segundo sei, este filme sofreu com a greve dos argumentistas que abalou Hollywood e isso nota-se.

TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON (2011)

Há um upgrade em relação ao anterior. A Megan Fox foi às urtigas e chamaram uma loira, que curiosamente é mais uma boazona.
Confesso que gostei do início do filme, quando usam a missão de Apollo 11 (quando o Aldrin e o Armstrong vão à Lua em 1969) como motor narrativo.

TRANSFORMERS: AGE OF EXTINCTION (2014)

Depois da Megan Fox ter ido com o caralho, aqui foi o Shia LaBeouf que desapareceu. Mas isso não impede que se continuem a fazer filmes da saga. Vai-se buscar um nome relativamente grande, Mark Wahlberg, e bora fazer mais filmes. Mas agora não me fodam: 165 minutos??? Ali a bater as 3 horas??? Para quê?
- Primeiro aspecto positivo: só o facto de reconhecerem que houve destruição de cidades e milhares de mortos nos outros filmes já é bom. É que nos anteriores, parece que isso não importava nada. A cidade foi destruída? Caga nisso... Morreram milhares de pessoas nessas batalhas? Who cares? Neste isso mudou. Já houve essa consciencialização.
- A boazona de serviço (a fazer de filha do Wahlberg) está sempre com um look impecável, mesmo no meio das cenas de acção.
- O personagem do Stanley Tucci andou 3/4 do filme a ser o mau da fita para se redimir no último acto. Passou a ser o elemento cómico. Não engoli essa.

Confesso que acho este filme uma espécie de guilty-pleasure dentro da saga. O filme é mau e grande como o caraças, mas acabou por ser mais divertido que os anteriores. Então aquela Lei Romeu e Julieta, que servia de desculpa para um adulto comer a gaja que era menor de idade, partiu tudo.

TOP TRANSFORMERS

Transformers
Transfomers: Age of Extinction
Transformers: Dark of the Moon
Transformers: Revenge of the Fallen

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PIRATES OF THE CARIBBEAN 5 (2017)


Se havia filme que toda a gente queria ver, era uma sequela dos Piratas das Caraíbas... Ou então não é bem assim, e ao quinto filme são toda a gente se está a cagar para esta saga. Mas a Disney não pensa assim e lá decidiu dar mais uma oportunidade a Jack Sparrow e companhia. Mas a sério, é por culpa de pessoas como eu que continuam a fazer isto. Mesmo sabendo que iria ser uma merda.
Porque sejamos sinceros: o primeiro foi maravilhoso. É ainda hoje um dos grandes filmes de aventura pura (quase perfeitos) deste século. Os restantes são cocó! E este quinto não encontrou a fórmula mágica de tornar este franchise excitante outra vez.

Mas atenção que nem tudo é mau neste filme.
Claro que a essência destes filmes tem sido Johnny Depp, e por muito que achemos que a fórmula dele se esgotou no primeiro filme, o que é certo é que continua a dar ares da sua graça. Mesmo que passe 90% do tempo bêbedo que nem um cacho. Mas o que gosto realmente é o regresso do Gibbs e do Barbossa. Sem estes, o filme era ainda pior. Mas se os veteranos são a força motriz por detrás do filme, o novo casal tem o carisma de duas unhas encravadas. Gostemos ou não do Bloom e da Knightley (aqui fazem uma espécie de cameo), eles pelo menos tinham qualquer coisa que apelava ao público. Estes novos (nem me vou dar ao trabalho de ver os nomes deles - profissionalismo é coisa que não abunda por aqui a escrever) são tão amorfos que por mim passam ao lado.


SPOILER

Depois, este filme é do mais previsível que há. Por exemplo (vem aí spoiler), a partir do momento em que sabemos que a gaja é filha do Barbossa, percebemos logo que o velho se vai sacrificar e morrer para a salvar. E é pena, porque se é para haver mais filmes destes, eu prefiro ver o cota que a gaja.
Depois, o filme cai na asneira de abusar na "suspension of disbelief". E eu sei que nos anteriores há ali cenas com maldições e fantasmas, etc. Mas aquela cena, que é uma espécie de imitação do assalto ao cofre no Fast & Furious 5, roçou o ridículo. Só que em vez de carros a puxar um cofre, tínhamos cavalos. 


Bem, é certo que ao quinto filme só é "enganado" quem quer. E é certo que é só uma desculpa para continuarmos a ver Jack Sparrow. Para muitos, ainda é engraçado. 

Que saudades dos tempos de Johnny Depp no Donnie Brasco, entre outros. Está a tornar-se numa caricatura de si próprio.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

TOP SITCOMS

As sitcoms (situation comedy) norte-americanas são uma tradição dos States já com mais de meio século. O país sempre esteve na linha da frente deste tipo de televisão.
Gostemos ou não, continuam a ser uma realidade em pleno 2017. Séries, muitas vezes gravadas ao vivo, com uma live audience, com reacções gravadas, nomeadamente os risos.
Confesso que sempre gostei, e continuo a gostar. Todos nós gostamos de pastilha elástica. Durante meia-hora tem sabor, e ao final de algum tempo deitamos fora.
Durante a minha juventude, foi graças à RTP 2 que conheci algumas, já que passavam umas três séries diferentes à hora de jantar.
Fica aqui um top daquelas que mais gostei. Vão desde os clássicos a preto-e-branco até às mais recentes. Por isso e sem ordem (a única ordem é a memória), aqui estão 12 sitcoms.

- FRIENDS (1994 - 2004)


Monica, Rachel, Phoebe, Chandler, Ross e Joey marcaram uma geração. É capaz de ser a mais bem sucedida de todas as sitcoms (no que a audiências diz respeito). É certo que as últimas duas temporadas foi uma espécie de arrastar, e são mesmo as piores das dez. O que realmente marcou esta série foi a diversidade dos personagens. Com 6 personagens tão diferentes, cada um de nós seria capaz de se identificar com cada um deles. Claro que eu sempre fui Chandler-team. Ou seja, o meu jeito com as mulheres, o meu jeito para ser desajeitado, etc. Foi a série que mais vezes vi os episódios (vezes em conta).

- SEINFELD (1989 - 1998)


Não vi Seinfeld na altura em que passou pela primeira vez. Graças às reposições (obrigado SIC Radical) e graças aos DVDs, pude apreciar aquela que se diz que é a série sobre nada. Afinal é só sobre o quotidiano de todos nós. E George Constanza é o maior.

- SPIN CITY (1996 - 2002), Cidade Louca


Michael J. Fox era aqui já adulto, mas sempre com aquela cara de puto do Regresso ao Futuro. Aqui trabalha directamente para o mayor de Nova Iorque, e os episódios passam-se 80% do tempo na câmara. A série apanhou já parte da doença que afecta Michael J. Fox, e por isso nas últimas temporadas foi substituído por Charlie Sheen. O episódio da despedida ainda hoje me marcou.

- FAMILY TIES (1982 - 1989), Quem Sai Aos Seus


Antes de Michael J. Fox ser a mega-estrela de cinema, era uma estrela de televisão graças a este Quem Sai Aos Seus. A história de uma família típica americana: uns pais democratas com três filhos. O mais velho, Alex P. Keaton (a estrela da série) é um ultra-conservador. Episódios hilariantes, outros tocantes. Foi mantendo a qualidade ao longo das temporadas. 

- FAMILY MATTERS (1989 - 1998)


Mais uma sitcom que conta as desventuras de uma família. Desta vez entramos na realidade da vida de uma família afro-americana. Acontece que esta família tem a companhia do vizinho Steve Urkel, o maior desastrado da televisão. No entanto, e com a voz característica que lhe é conhecida, apenas vi a versão dobrada em francês e foi com essa que cresci.

- TWO AND A HALF MEN (2003 - 2015), Dois Homens e Meio


Foram doze temporadas, e acompanhei-as todas. Sim, mesmo aquelas que já tinham o Ashton Kutcher em vez de Charlie Sheen. Infelizmente a série ficou mais conhecida pela vida do seu actor principal fora da série. É certo que a determinada altura, o título deixou de fazer sentido. O "meio-homem" aparecia muito esporadicamente. Sim, no final havia episódios maus, mas caramba, divertia-me sempre. 

- HOW I MET YOUR MOTHER (2005 - 2014), Foi Assim Que Aconteceu


Vista como a substituta de Friends, esta acaba por ser um pouco diferente, apesar de algumas histórias serem muito parecidas (inspiradas). Claro que aqui destaco sempre a personagem de Barney, o melhor engatatão e a razão de não nos importarmos de usar fato e gravata. O que retenho daqui? Um dia, uma amiga colorida da faculdade disse que eu era uma mistura de Ted e Barney, e eu aceitei aquilo como um grande elogia, mesmo que não perceba bem onde ela foi buscar essa ideia.

- GREEN ACRES (1965 - 1971), Viver No Campo


Uma das clássicas que passava na RTP 2, e eu adorava aquilo. Um casal endinheirado da cidade decide mudar-se para o campo e levar essa vida. E depois tinha lá um porco que era uma autêntica estrela.

- BEWITCHED (1964 - 1972), Casei Com Uma Feiticeira


A história de um casal normal, em que a esposa é só uma bruxa. Só a vi uma vez, mas acabou por me marcar. Foram horas de jantar em frente à televisão a rir com isto.

- SABRINA, THE TEENAGE WITCH (1996 - 2003), Sabrina, a Bruxinha Adolescente


Uma série juvenil que acabou por marcar a minha juventude. Adorava a miúda, que era uma espécie de girl next door. Aqui fazia de bruxa e tinha de manter o segredo aos humanos. Depois tinha um gato que era do mais sarcástico que existia, o Salem Saberhagen

- OFF CENTRE (2001 - 2002)


Na ressaca do filme American Pie, vem uma série dos mesmos criadores e com parte do elenco. O público norte-americano não estava pronto para as piadas brejeiras da série, e por isso apenas durou temporada e meia. Aqui, dois amigos partilhavam apartamento e juntamente com os amigos tinham as "típicas" aventuras de quem vive em Nova Iorque. Gostei muito daquilo e ainda hoje me recordo de algumas cenas específicas.

- THE BIG BANG THEORY (2007 - presente), A Teoria do Big Bang


A única série que ainda não terminou. A série que se define como nerd is the new sexy. Porque um grupo de nerds, que não se dá muito bem no mundo real, acaba por dar azo a muitas gargalhadas. E depois temos personagens muito diferentes uns dos outros. Temos um indiano que não consegue falar com mulheres, um judeu que pensa ser uma sex-machine, um neurótico asmático, o sobredotado que não sabe reconhecer o sarcasmo, a vizinha boa como o milho (ai Penny). Sim, as séries vão-se arrastando com mais do mesmo. Mas caramba, tenho sempre a certeza que durante vinte minutos solto umas quantas gargalhadas (eu sou de riso fácil).



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Rapidinha do dia: ALIEN: COVENANT (2017)


Esta vai ser curta e grossa.

- A primeira meia-hora do filme foi a fazer o ó-ó. 
- Afinal isto é uma sequela do Prometheus ou uma prequela do Alien? É que nem parece uma coisa nem outra. Aliás, o Prometheus foi logo mandado às urtigas no início do filme.
- Visual muito bom com a música da Goldsmith que nos remeteu para o primeiro Alien.
- Valeu pelo último acto com a bicharada solta. No entanto soube a pouco.

SPOILER

- Então os xenomorfos foram criados ou alterados geneticamente, ou os caral%&s que os fod@m, por robots? Eu sempre achei que eram apenas monstros que matam. E ponto final.

Resumindo e concluindo: alguma coisa correu mal quando uma pessoa se diverte (não no sentido de comédia) mais a ver o AvP: Alien vs Predator.

terça-feira, 23 de maio de 2017

THE MALTESE FALCON (1941)


Humphrey Bogart é o MAIOR. Podia ficar por aqui e bastava. Casablanca, Treasure of the Sierra Madre, Key Largo, The Big Sleep, etc, são só alguns exemplos de obras-primas do cinema sempre com ele ao leme. Aqui num dos melhores exemplos do que é o film-noir. E logo na estreia na realização de John Huston. Sim, este é o seu primeiro filme enquanto realizador.

Bogart é o detective privado Sam Spade que tenta encontrar o assassino do seu sócio. Ao mesmo tempo os vilões andam à procura de uma estatueta em forma de pássaro, que pensam ser muito valiosa. Acontece que estes maus da fita pensam que são todos como eles, e que conseguem "comprar" Spade. Só que este é o herói e não se move pela ganância. Pelo meio há a femme-fatale, Mary Astor, que aparenta ser muito frágil mas que se mostra uma mentirosa compulsiva.
Depois há um conjunto de personagens secundários, mas onde eu destaco o sempre excelente Peter Lorre.
O filme segue muita investigação e conspirações, mas tudo isso é maravilhosamente feito. As sombras, as interpretações, o clímax quando descobrimos que a famosa relíquia é uma fraude. E termina numa confissão. Sam Spade é tão idóneo, apesar do seu ar, que mesmo confessando que ama a assassina, acaba por entregá-la à polícia.

É um filme que merece ser visto e revisto. Estudado. E numa de adaptações de obras literárias ao cinema, este está lá no topo.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Rapidinha do dia: DOUBLE INDEMNITY (1944)


Double Indemnity: então um gajo diz que é cinéfilo, diz que adora filmes antigos, diz que o film-noir é um género do caralho, tem o filme em casa comprado há meses, e depois ainda não o tinha visto? Mas que raio!!! Um gajo vê as listas todas de best-of e este é sempre dos melhores de sempre e nunca o viu?? Anda uma pessoa a ver filmes de merda, propositadamente, e depois queixa-se. É bem feito.
Mas como se costuma dizer, mais vale tarde que nunca.  
Aqui, a história é simples: um agente de seguros mais a loira fatal pretendem cometer fraude à própria agência de seguros, cometendo um homicídio lá pelo meio. 

Basicamente o filme que nos lembra que os homens são fracos quando se apanham nas teias de uma mulher. Uma mulher que leva um homem a cometer actos que normalmente não o faria. 
E dizem que o macho é o sexo forte. Tão enganadinhos.

terça-feira, 16 de maio de 2017

THE FACULTY (1998)


Houve uma altura, ali depois de 1996, quando saiu o Scream, que começaram a chover filmes de terror como se não houvesse amanhã. Desde os Scream, o I Know What You Did Last Summer, Urban Legend, etc, muitos ficaram perdidos no esquecimento. Eu via tudo, gravava em VHS, e depois revia. Eram filmes virados para a minha idade, e nós papávamos isso como se de grandes clássicos se tratassem. A bem dizer, apenas o Scream pode almejar esse título.
Entre essas centenas de filmes, estava este Mistério na Faculdade. E este era dos meus preferidos. Era uma altura em que não sabia quem era Robert Rodriguez e nunca tinha visto Invasion of the Body Snatchers. Sim, este The Faculty é uma espécie de remake do clássico dos anos 50.

Este começa logo bem, ao som dos The Offspring (The Kids Aren's Alright), que é das minhas músicas preferidas. Sim, eu curto Offspring. São uma malha do caraças. Aliás, toda a banda-sonora do filme é do caraças (Alice Cooper, Sheryl Crow, Creed, etc).
Depois, tem aquele plot do Body Snatchers: humanos agem estranhamente porque uns aliens apoderaram-se do seu corpo. Um grupo de miúdos tem de tratar do assunto. E aqui vamos então ao cliché de filmes do liceu: temos o gajo rebelde, a new girl, a gaja meio esquisita, o atleta, o totó vítima de bullying, a boazona. Ajuda o facto de elenco ser muito competente para o género: Josh Hartnett; Elijah Wood, Salma Hayek, Jon Stewart, Jordana Brewster, Clea DuVall, etc.
O filme perde-se ali no final com o monstro. Por mim seria melhor se tivesse um vilão mais "humano". Mas até aí o filme é muito bom, na paranóia e temas subjacentes ao género. 
Basicamente é o Body Snatchers para putos. E não há nenhum mal nisso.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Rapidinha do dia: LOGAN (2017)


Será mesmo o filme final de Hugh Jackman enquanto Wolverine?
Aqui James Logan está velho e acabado. Bêbedo, sem vontade de viver. Ora, quem vem aqui à procura de um filme repleto de acção e mutantes está muito enganado. Temos antes um drama com algumas cenas de acção pelo meio. E isso pode chatear alguns. Pois quem vem à procura de um típico X-Men vai sair desiludido. 
Não sei bem como se enquadra nos restantes filmes dos X-Men e Wolverine. Aliás, isso nunca preocupou os estúdios. 
A história é simples: Logan é contratado para transportar uma miúda mutante do ponto A até ao ponto B, sendo que tem uns inimigos que a querem morta. Mas o que quero mesmo realçar aqui é mesmo a miúda. Laura (ou X-23) é uma espécie de Hit-Girl mas com os poderes do Wolverine. E aqui o que realmente interessa são aquelas cenas bad-ass dela. O facto de ser rated-R ajuda neste filme. 
No final temos mesmo uma despedida do Wolverine e uma visão do futuro com aqueles garotos. Não sei se vão seguir essa linha narrativa, mas eu quero ver mais a X-23.